A Anvisa discutirá a regulamentação do cultivo de Cannabis sativa com baixo teor de THC para fins medicinais em reunião marcada para hoje. A proposta, que deve ser aprovada até 30 de setembro, permitirá que empresas cultivem a planta sob rigorosas normas de segurança e controle.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizará uma reunião nesta quarta-feira, 13 de agosto, para discutir uma proposta que visa regulamentar o cultivo da Cannabis sativa com baixo teor de tetrahidrocanabinol (THC) por empresas, exclusivamente para fins medicinais e farmacêuticos. A reunião ocorrerá às 14h30, na sede da Anvisa, em Brasília. O THC é o composto responsável pelos efeitos psicoativos da planta, enquanto o canabidiol (CBD) é associado a propriedades terapêuticas.
Atualmente, o cultivo da cannabis é proibido no Brasil pela Lei de Drogas, mesmo para uso medicinal. No entanto, decisões judiciais têm permitido que pacientes e associações obtenham habeas corpus para plantar a planta com fins terapêuticos. Em novembro de 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou o cultivo de variedades com menos de 0,3% de THC por pessoas jurídicas, desde que destinadas à produção de insumos medicinais.
O STJ determinou que a Anvisa e a União criassem regras para o cultivo em até seis meses, prazo que foi prorrogado e se encerrará em 30 de setembro. A proposta em discussão inclui a cannabis de baixo teor de THC no Anexo I da Portaria 344/1998, que lista substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial. Se aprovada, a norma aplicará as mesmas regras de controle da lista C1, que inclui medicamentos como a cetamina.
Segundo as regras sugeridas, apenas pessoas jurídicas poderão cultivar a planta, mediante autorização especial da Anvisa. Entre as exigências estão: o nome do estabelecimento não pode indicar a natureza da atividade; a instalação de um sistema eletrônico de controle de acesso com gravação contínua de imagens; e o cumprimento de padrões rígidos de segurança e rastreabilidade.
Com a aprovação da norma, as empresas poderão cultivar a planta no Brasil para abastecer a indústria de medicamentos e produtos veterinários à base de cannabis. Essa regulamentação pode representar um avanço significativo no acesso a tratamentos medicinais, beneficiando pacientes que necessitam de terapias à base de cannabis.
Nossa união pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam o acesso a tratamentos de saúde. Projetos que visam a regulamentação e o cultivo responsável da cannabis podem transformar a vida de muitos que dependem de terapias inovadoras e eficazes.

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Jovens atletas enfrentam o desafio de equilibrar estudos e treinos, necessitando de uma nutrição adequada para garantir saúde e desempenho. Especialistas alertam sobre os riscos de uma alimentação inadequada, destacando a importância de carboidratos complexos e proteínas magras antes e depois das atividades físicas.

O Ministério da Saúde lançou um guia para farmacêuticos, visando melhorar a adesão ao tratamento de hepatites virais no Brasil, alinhando-se às metas da OMS para eliminação até 2030. A publicação destaca a atuação dos farmacêuticos nas Unidades Dispensadoras de Medicamentos (UDM) como essencial para o acompanhamento e suporte aos pacientes, enfrentando desafios como o estigma e a necessidade de formação contínua.

O Brasil retoma a produção de insulina humana após mais de 20 anos, com a entrega de 207.385 unidades pela Biomm, em parceria com a Wockhardt, para o SUS. A medida visa garantir a segurança dos pacientes diabéticos.

Estudo da USP revela que a terapia cognitivo-comportamental (TCC) é eficaz para insônia a curto prazo, enquanto a terapia de aceitação e compromisso (ACT) mostra resultados positivos a longo prazo, mesmo sem diretrizes específicas.

Milhões de brasileiros com diabetes enfrentam desafios para obter aposentadoria ou auxílio-doença, que dependem da comprovação de incapacidade laboral em perícia do INSS. Documentação médica é essencial para a solicitação.