Uma operação do Ibama e Vigiagro apreendeu carcaças de 879 animais no Aeroporto de Guarulhos, provenientes de Doha e Joanesburgo, resultando em multas e processos por tráfico de fauna. A ação revela o uso do aeroporto como rota para contrabando de espécies exóticas, representando riscos à saúde pública.

Uma operação realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) resultou na apreensão de carcaças de 879 animais no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. As apreensões ocorreram nos dias 6 e 7 de agosto, em bagagens despachadas de voos provenientes de Doha, no Catar, e de Joanesburgo, na África do Sul.
As inspeções foram realizadas após a detecção de conteúdo suspeito por meio de um aparelho de raios-X. Ao abrir as malas, os fiscais encontraram animais silvestres mortos em estado avançado de decomposição, incluindo crânios, partes de corpos e espécimes empalhados. O levantamento revelou que a carga de Doha continha 140 partes de animais, enquanto a de Joanesburgo totalizou 739 partes.
Os responsáveis pelas cargas, cidadãos nigerianos residentes no Brasil, foram multados em R$ 263,4 mil, conforme o artigo 25 do Decreto nº 6.514/2008. Além das multas, eles enfrentarão processos criminais por tráfico ilegal de fauna silvestre, conforme o artigo 31 da Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605/1998), que prevê pena de detenção de três meses a um ano, além de multa.
A sequência de apreensões levanta preocupações sobre o uso do aeroporto como rota estratégica para o contrabando de espécies exóticas, especialmente da África e da Ásia. Essa prática não apenas representa um crime ambiental, mas também um risco à saúde pública, uma vez que animais transportados sem controle sanitário podem ser vetores de doenças, como ebola e hantavírus.
O transporte clandestino de animais silvestres sem a devida fiscalização sanitária facilita a disseminação de zoonoses e outras doenças transmissíveis. A situação exige atenção das autoridades e da sociedade civil para coibir essas práticas e proteger a biodiversidade e a saúde pública.
Iniciativas que visem a proteção da fauna e a conscientização sobre os riscos do tráfico de animais são essenciais. A união da sociedade pode contribuir para a criação de projetos que ajudem a combater essa prática e a promover a preservação ambiental, garantindo um futuro mais seguro para todos.

Pesquisa da Universidade da Califórnia em San Diego e do Instituto Nacional do Câncer revela que a poluição do ar causa mutações no DNA de não fumantes, elevando o risco de câncer de pulmão. O estudo, publicado na revista Nature, analisou mais de 800 tumores e encontrou alterações genéticas semelhantes às de fumantes, especialmente no gene TP53. A pesquisa destaca que a poluição está diretamente ligada ao aumento de mutações e ao envelhecimento celular, com telômeros encurtados. O câncer de pulmão, um dos mais letais, afeta 25% dos casos em não fumantes, evidenciando a urgência de políticas de saúde ambiental.

Desmatamento ilegal no Mato Grosso afeta onças pintadas e gera multas. Uma fazenda desmatrou mil hectares em área protegida, resultando em penalidades e comprometendo a biodiversidade local. A onça pintada, símbolo da fauna brasileira, perdeu 27 milhões de hectares de habitat, com a maioria das infrações ocorrendo sem autorização legal.

Estudo da Unesp revela que a crise climática pode reduzir em até 50% as áreas de cultivo de café no Brasil até 2080, afetando especialmente Minas Gerais. Técnicas de manejo são sugeridas.

Os preços de hospedagem em Belém aumentaram de 10 a 15 vezes, gerando preocupações sobre a participação de países na COP 30. André Corrêa do Lago, presidente do evento, busca soluções financeiras para o financiamento climático global.

Uma pesquisa na Andaluzia constatou que 90% das 269 espécies de plantas analisadas estão florescendo, em média, 18 dias mais cedo devido às mudanças climáticas, impactando polinização e agricultura.

O aumento do preço do açaí em Belém, devido à entressafra e mudanças climáticas, afeta consumidores e produtores. O governador do Pará, Hélder Barbalho, deseja compartilhar a fruta com Donald Trump na COP30.