Microplásticos foram detectados em órgãos humanos, como cérebro e testículos, aumentando o risco de doenças cardiovasculares e inflamações crônicas, conforme estudos recentes. A urgência da situação é alarmante.

Pesquisas recentes revelaram a presença de microplásticos em órgãos humanos, como cérebro, testículos e artérias, levantando preocupações sobre a saúde. Um estudo publicado em 2024 no New England Journal of Medicine associou a presença dessas partículas a um aumento no risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). A Organização Mundial da Saúde classifica os microplásticos como contaminantes emergentes, destacando a gravidade do problema que antes era visto apenas como uma questão ambiental.
Além de artérias, microplásticos foram encontrados em placentas, cordões umbilicais, fígados, rins e pulmões. Um estudo da Universidade do Novo México, publicado no Toxicological Sciences, detectou microplásticos em todas as amostras de testículos analisadas, com uma média de 328 microgramas por grama de tecido. A pesquisadora Thais Mauad, da Universidade de São Paulo (USP), afirma que a exposição a microplásticos ocorre principalmente pela alimentação, respiração e, possivelmente, pela pele.
Os microplásticos incluem materiais como polietileno, PVC e poliestireno, que podem provocar inflamações e alterações celulares. Eles também carregam aditivos químicos potencialmente tóxicos, cujos efeitos no organismo ainda estão sendo estudados. Lis Leão, pesquisadora sênior do Centro de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, alerta que a contaminação por microplásticos já é uma realidade para a maioria das pessoas que vivem em áreas urbanas.
A falta de informação e a naturalização do plástico na vida cotidiana dificultam a percepção do problema. A invisibilidade dos microplásticos, que não podem ser vistos a olho nu, contribui para a inércia da sociedade em relação a essa questão. Enquanto alguns países implementam políticas restritivas, o Brasil ainda não se comprometeu com tratados globais, como o Tratado Global do Plástico, em negociação na Organização das Nações Unidas (ONU).
Pesquisadores estão buscando métodos para remover microplásticos do corpo humano. Um estudo da Universidade Técnica de Dresden sugere que a aférese terapêutica, uma técnica de filtração sanguínea, pode ser uma solução promissora. Além disso, a redução do uso de plásticos descartáveis e a promoção de materiais biodegradáveis são essenciais para mitigar os impactos da contaminação.
A transformação da cultura do descartável e a educação ambiental são fundamentais para conscientizar a população sobre os riscos dos microplásticos. A responsabilidade deve ser compartilhada entre a sociedade e a indústria, que deve ser incentivada a adotar práticas sustentáveis. Nessa situação, nossa união pode ajudar a promover mudanças significativas e a apoiar iniciativas que visem a preservação da saúde e do meio ambiente.

O governo do Distrito Federal anunciou a aquisição de 444 novos ônibus Torino Euro 6, que reduzirão a emissão de poluentes. Até 2025, todos os ônibus do Plano Piloto serão elétricos, melhorando o transporte público.

Uma emenda ao projeto de lei 2159/2021 foi aprovada no Senado, facilitando o desmatamento na Mata Atlântica ao revogar exigências do Ibama e permitir que municípios autorizem desmate sem estrutura adequada. O Ministério do Meio Ambiente e ONGs consideram a proposta inconstitucional e temem que ela aumente a destruição do bioma.

O Curupira, mascote da COP30, gera polêmica entre o deputado Nikolas Ferreira e o governador Helder Barbalho, que defende sua importância cultural e ambiental. A escolha visa destacar a preservação da Amazônia.
Estudo recente aponta que a taxa de extinção de espécies aumentou em trinta por cento nos últimos cinco anos, evidenciando a necessidade urgente de ações globais contra as mudanças climáticas.

Apenas 7,5% das áreas vitais para a megafauna marinha estão protegidas, segundo o projeto MegaMove, que envolve 376 cientistas de 50 países. A degradação dos oceanos exige ações urgentes para preservar a biodiversidade.

O Brasil enfrentará um domingo, 17, marcado por queda acentuada nas temperaturas e geadas pontuais, afetando a produção de grãos como café, milho e trigo. A umidade se restringe ao Norte e litoral do Nordeste, onde ainda há previsão de chuvas. O frio e a seca devem persistir, impactando severamente a agricultura nas regiões centrais e meridionais.