Meio Ambiente

Desmatamento no Brasil registra queda em 2024, exceto na Mata Atlântica afetada por enchentes

Desmatamento no Brasil caiu 32,4% em 2024, com exceção da Mata Atlântica, afetada por enchentes. A Amazônia e o Cerrado concentraram 83% da perda, refletindo ações de combate ao desmatamento.

Atualizado em
May 15, 2025
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A floresta amazônica — Foto: Mauro Pimentel/AFP

Em 2024, o desmatamento nos biomas brasileiros apresentou uma queda significativa de 32,4% em relação a 2023, com destaque para a redução nas áreas do Cerrado e da Amazônia. A Mata Atlântica, por sua vez, manteve-se estável após uma queda acentuada no ano anterior, sendo impactada por enchentes no Rio Grande do Sul. Os dados foram divulgados pelo MapBiomas, que utiliza imagens de satélite para monitorar a vegetação nativa.

No total, foram validados 60.983 alertas de desmatamento, resultando em 1.242.079 hectares de vegetação perdida nos seis biomas do Brasil. Essa é a primeira vez desde 2019 que tantos biomas registram diminuição na perda de cobertura vegetal. O coordenador-geral do MapBiomas, Tasso Azevedo, destacou que a redução é resultado de ações mais efetivas de combate ao desmatamento por parte dos governos estaduais e federal.

O Cerrado foi o bioma mais afetado, com 652.197 hectares desmatados, representando 52,5% do total nacional. A região do Matopiba, que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, concentrou 75% do desmatamento do Cerrado. Apesar disso, houve uma queda de 40% em relação a 2023. O Maranhão liderou o ranking de desmatamento, mesmo com uma redução de 34,3% na área desmatada.

A Amazônia, com 377.708 hectares desmatados, foi o segundo bioma mais afetado, representando 30,4% do total. Essa foi a menor área desmatada nos últimos seis anos. Juntos, Cerrado e Amazônia somaram quase 83% da área total desmatada. As formações savânicas foram as mais impactadas, seguidas das formações florestais.

O desmatamento na Mata Atlântica se manteve estável após uma queda de quase 60% em 2023, influenciado por eventos climáticos extremos. Caso esses eventos não tivessem ocorrido, a redução teria sido ainda maior. O número de alertas de desmatamento com áreas superiores a 100 hectares também caiu 31% em 2024, indicando uma diminuição no tamanho das áreas desmatadas.

Com a pressão da agropecuária sendo a principal causa do desmatamento, é essencial que a sociedade civil se mobilize para apoiar iniciativas que visem a preservação ambiental. Projetos que promovam a recuperação de áreas degradadas e a proteção de biomas podem fazer a diferença na luta contra o desmatamento e na preservação da biodiversidade.

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