Estudo revela que o aquecimento global pode aumentar em até 10% a mortalidade das árvores na Amazônia, impactando as emissões de gases de efeito estufa, comparáveis à Alemanha. Pesquisadores alertam para a gravidade da situação.

No último século, as árvores da Amazônia demonstraram resiliência a secas severas, mas os efeitos do aquecimento global já são visíveis. Um estudo recente indica que a mortalidade das árvores pode aumentar em até 10% devido ao aumento das temperaturas, o que terá consequências significativas para as emissões de gases de efeito estufa, comparáveis a um país como a Alemanha. A pesquisa foi realizada por uma equipe de 150 pesquisadores de 124 instituições, incluindo 17 do Brasil, que analisaram mais de 10 mil árvores em diversas regiões tropicais.
O biólogo Peter Groenendijk, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), um dos autores do estudo, destaca que, até agora, as árvores mostraram capacidade de recuperação após períodos de seca intensa. Desde 1930, o crescimento das árvores durante secas severas diminuiu em média 2,5%, mas elas retomaram o crescimento na estação chuvosa seguinte. No entanto, a intensidade das secas e a redução do crescimento aumentaram nas últimas décadas, o que pode agravar a mortalidade das árvores.
O aumento de 10% na taxa de mortalidade das árvores resultou em emissões de gases de efeito estufa equivalentes às de um país com 85 milhões de habitantes. Em um estudo anterior, a equipe da Tropical Tree-ring Network (TTRNetwork) já havia identificado que o aquecimento global deve reduzir a capacidade das plantas de absorver carbono da atmosfera. Agora, a pesquisa se aprofundou na análise dos efeitos das secas extremas nos anéis de crescimento de 163 espécies de árvores.
Os pesquisadores utilizaram um método que não compromete o desenvolvimento das árvores, retirando cilindros do tronco para examinar os anéis de crescimento. Groenendijk alerta que, se as temperaturas continuarem a subir e as secas se tornarem mais intensas, as árvores mais velhas podem começar a morrer, enquanto as mais jovens terão uma vida útil reduzida. O biólogo Giuliano Locosselli, da Universidade de São Paulo (USP), também enfatiza a importância de monitorar o fluxo de água e a transpiração das árvores para entender seus limites.
Embora a seca intensa não signifique necessariamente uma diminuição na precipitação anual na Amazônia, o clima na região está se tornando mais extremo, com chuvas torrenciais no verão e invernos mais secos. O biólogo Bruno Cintra, da Universidade de Birmingham, analisou isótopos de oxigênio nos troncos para medir a intensidade da chuva ao longo dos anos, permitindo uma compreensão mais precisa das variações climáticas na região.
Estudos sobre os anéis de crescimento, conhecidos como dendrocronologia, revelaram que as árvores tropicais também formam anéis anuais, embora de forma menos visível do que as árvores de regiões temperadas. A pesquisa mostra que o crescimento das árvores pode ser irregular devido às variações climáticas. Projetos que visam a preservação e recuperação das florestas tropicais são essenciais e podem ser impulsionados pela mobilização da sociedade civil, promovendo ações que ajudem a mitigar os impactos do aquecimento global.

No Dia Mundial dos Elefantes, celebrado em 12 de agosto, destaca-se a importância da conservação dessas espécies ameaçadas, com apenas 400 mil elefantes africanos e 40 mil asiáticos restantes. A data, criada em 2011, une mais de cem organizações em prol da preservação.

A Polícia Federal lançou a Operação Restinga Viva para investigar crimes ambientais no litoral norte de São Paulo, com mandados de busca em Ubatuba e Taubaté. A ação visa combater desmatamento e fraudes fundiárias.

Maya Göetz, diretora do Festival Prix Jeunesse International, participará do Festival comKids 2025 em São Paulo, abordando valores para o futuro em tempos de crise climática. O evento ocorrerá de 11 a 17 de agosto.

Ativistas de diversas gerações debatem a fragmentação do ativismo ambiental nas redes sociais, ressaltando a importância da educação e da coletividade na luta contra as mudanças climáticas. A juventude busca novas formas de mobilização, mas enfrenta desafios na organização política e na participação efetiva.

A Universidade de São Paulo (USP) iniciou a demolição do muro de alvenaria que separa a Cidade Universitária da Marginal Pinheiros para expandir um corredor verde. A intervenção, que visa beneficiar a fauna e melhorar o paisagismo, deve ser concluída até 13 de julho.

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad) lançou uma operação emergencial com drone pulverizador para combater a infestação de moscas no Aterro Sanitário Ouro Verde. A ação visa desinsetizar a área e melhorar a saúde pública, respondendo às reclamações dos moradores. A secretária Andréa Vulcanis enfatizou a urgência da medida, destacando o compromisso da pasta em restaurar a dignidade e qualidade de vida da população local.