Estudo revela que óleo essencial de hortelã-pimenta alivia dor e melhora sono. Pesquisa da Universidade de Ciências Médicas de Kashan mostra eficácia em pacientes pós-cirurgia cardíaca.

Você se sente esgotado, estressado ou lidando com dores físicas? A aromaterapia pode ser uma solução natural. Essa prática terapêutica, que utiliza óleos essenciais para promover o equilíbrio físico e emocional, está ganhando reconhecimento científico, especialmente por seus efeitos no alívio da dor e na redução do estresse. No Brasil, a aromaterapia é reconhecida pelo Ministério da Saúde como uma prática integrativa e complementar em saúde (PICs), fazendo parte do Sistema Único de Saúde (SUS) desde dois mil e dezoito.
Um estudo recente publicado na revista BMJ Supportive & Palliative Care revelou que o óleo essencial de hortelã-pimenta pode ser eficaz na redução da dor e na melhoria da qualidade do sono em pacientes que passaram por cirurgia cardíaca. A pesquisa, realizada pela Universidade de Ciências Médicas de Kashan, no Irã, envolveu sessenta e quatro adultos, divididos entre grupos de tratamento e placebo.
Os participantes que inalaram 0,1 ml de óleo essencial de hortelã-pimenta trinta minutos antes da retirada da ventilação mecânica apresentaram uma redução significativa na dor e menor necessidade de analgésicos. Além disso, a qualidade do sono desses pacientes melhorou consideravelmente. Os pesquisadores destacaram que compostos como mentol, carvona e limoneno presentes no óleo desempenham um papel importante no alívio da dor.
A aromaterapia atua principalmente através do sistema olfativo, que envia sinais ao sistema límbico, a área do cérebro responsável pelas emoções e pela regulação fisiológica. Isso explica como aromas como lavanda, eucalipto e hortelã-pimenta podem induzir sensações de calma, reduzir a frequência cardíaca e até diminuir a percepção da dor.
Os benefícios da aromaterapia incluem a redução do estresse e da ansiedade, alívio de dores agudas e crônicas, combate ao cansaço físico e mental, melhora da qualidade do sono e equilíbrio emocional. Os óleos essenciais podem ser utilizados de diversas formas, como difusão ambiental, inalação direta e uso tópico, sempre com a devida diluição em óleo vegetal, exceto o óleo de lavanda, que pode ser aplicado puro em pequenas áreas.
Iniciativas que promovem o uso da aromaterapia e a pesquisa sobre seus efeitos podem ser fundamentais para melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas. A união da sociedade civil em apoiar projetos que busquem expandir o acesso a essas práticas pode fazer a diferença na vida de quem enfrenta desafios de saúde.
Hospital da Criança de Brasília celebra um ano da inclusão de medicamento para fibrose cística no SUS, que melhora a qualidade de vida dos pacientes e reduz a necessidade de transplante pulmonar. A nova medicação, que atua em nível celular, trouxe resultados significativos, como a redução de sintomas em 91,9% dos pacientes. A cerimônia contou com a presença de especialistas e familiares, destacando a importância do tratamento.

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, propõe reformulação no financiamento do SUS, sugerindo um modelo que remunere por resultados, começando pela terapia renal substitutiva. A mudança visa valorizar a qualidade do atendimento.

A Justiça de São Paulo determinou que a Amil forneça um "coração artificial" a uma criança com síndrome da hipoplasia de ventrículo esquerdo, após negativa da operadora. A decisão destaca a prioridade da saúde sobre interesses econômicos.

Estudo revela que 27% dos pacientes com doença de Chagas e insuficiência cardíaca apresentam déficit cognitivo, em comparação a 13% no grupo sem a doença, sugerindo mecanismos inflamatórios. Pesquisadores da UFBA e UFMG destacam a necessidade de estratégias de comunicação para melhorar a adesão ao tratamento.

O Brasil incorporou o Zolgensma ao SUS para tratar a atrofia muscular espinhal em crianças, com investimento de R$ 959 milhões e monitoramento por cinco anos. O tratamento, considerado o mais caro do mundo, atenderá 137 pacientes com AME tipo 1, priorizando crianças até seis meses. As primeiras aplicações ocorreram em Brasília e Recife, com acompanhamento clínico rigoroso.

Polipílula desenvolvida no Brasil promete prevenir AVC ao combinar três medicamentos. O estudo PROMOTE, do Hospital Moinhos de Vento e Ministério da Saúde, mostra redução significativa da pressão arterial e colesterol em pacientes de risco moderado.