Ativistas e indígenas protestam em Brasília por uma transição energética justa na COP30. Durante o ato, uma faixa de 30 metros e painéis solares foram levados ao Itamaraty, destacando a urgência de ouvir os povos originários nas negociações climáticas. A COP30, que ocorrerá em Belém, abordará temas cruciais como justiça climática e financiamento ambiental.

Na tarde de terça-feira, quinze de outubro, ativistas climáticos, incluindo representantes indígenas e influenciadores sociais, realizaram um protesto em Brasília, em frente ao Ministério de Relações Exteriores, conhecido como Itamaraty. O ato contou com a presença de dezenas de pessoas que levaram painéis solares e uma faixa de trinta metros, criada pelo artista Mundano, com a mensagem: "Brasil, lidere a transição energética justa na COP30." As palavras "Brasil", "Justa" e "COP30" foram pintadas com tinta feita de cinzas de queimadas na Amazônia.
A Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), conhecida como COP 30, ocorrerá em Belém, no Pará, de dez a vinte e um de novembro. Este será o primeiro evento desse tipo realizado no Brasil, onde representantes de países signatários discutirão questões cruciais relacionadas às mudanças climáticas, como financiamento climático, justiça climática e transição energética.
Durante o protesto, o Cacique Ninawa, líder indígena do povo huni kui, lançou cinzas da Amazônia no espelho d'água do Palácio do Itamaraty. Ele destacou que os povos originários não estão sendo adequadamente ouvidos nas negociações da COP 30. "Essa cinza veio de grandes incêndios que aconteceram na região amazônica, e trouxemos para deixar registrado essa marca dentro do Ministério de Relações Exteriores," afirmou o cacique, enfatizando a importância da participação indígena nas discussões sobre investimentos nas regiões dos biomas brasileiros.
O protesto foi parte do "Encontro Renovando Nossa Energia", que antecede as negociações climáticas da COP 30. O evento reúne mais de duzentas lideranças presencialmente e milhares online, com o objetivo de pressionar governos e organizar campanhas em prol da transição energética justa e de projetos comunitários de energia renovável. O encontro se estende até quinta-feira, dezessete de outubro.
André Correa do Lago, presidente da COP 30, alertou sobre a desinformação, afirmando que "o maior pesadelo é a desinformação." Além disso, crianças indígenas entregaram uma carta com demandas específicas para a conferência, destacando a necessidade de ações concretas em relação às suas reivindicações.
Iniciativas como a do protesto em Brasília mostram a urgência de mobilização em torno da justiça climática. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar projetos que visem a transição energética e a recuperação ambiental. Cada ação conta, e a colaboração pode fazer a diferença na luta contra as mudanças climáticas e na promoção de um futuro mais sustentável.

A COP30, em novembro, celebrará uma década do Acordo de Paris, destacando a necessidade urgente de ações climáticas efetivas, com foco em cidades e regiões. A inclusão de líderes locais é crucial para transformar compromissos em resultados tangíveis.

Nos últimos dias, 47 pinguins-de-Magalhães juvenis foram encontrados encalhados no litoral paulista, com quatro vivos e 43 mortos, enquanto causas de óbito são investigadas pelo Instituto Argonauta. A presença de juvenis nesta época é comum, mas a população da espécie enfrenta riscos crescentes.

O Brasil se destaca na sustentabilidade dos shopping centers, com 92% no mercado livre de energia e 87% usando fontes renováveis, preparando-se para a COP30. A transformação do setor reflete um compromisso com a responsabilidade ambiental.

Pesquisas indicam que as águas do oceano antártico estão se tornando mais salgadas, o que pode intensificar o aquecimento global e ameaçar a vida marinha, incluindo pinguins e focas. O aumento da salinidade provoca uma troca de calor que acelera o derretimento das calotas de gelo, resultando na formação de mais icebergs. Isso afeta diretamente espécies que dependem do gelo, como a foca-caranguejeira e o pinguim-imperador, cuja população já sofreu perdas significativas. Além disso, a mudança impacta a biodiversidade e a economia da costa brasileira, afetando a pesca e a cadeia alimentar local.

O Projeto de Lei 2.159/2021, conhecido como "PL da Devastação", pode ser aprovado na Câmara dos Deputados, gerando preocupações sobre impactos ambientais e a exclusão da participação social. Fabio Feldmann critica a proposta, afirmando que ela ignora princípios fundamentais de prevenção e avaliação ambiental.

O prefeito de Padre Bernardo, Joseleide Lázaro, alertou sobre um incêndio no aterro Ouro Verde, após deslizamento de resíduos sólidos, que pode agravar a contaminação de rios e a saúde pública. A ação imediata da empresa responsável é crucial.