Meio Ambiente

Curupira gera polêmica entre deputado e governador em meio à COP30 em Belém

O Curupira, mascote da COP30, gera polêmica entre o deputado Nikolas Ferreira e o governador Helder Barbalho, que defende sua importância cultural e ambiental. A escolha visa destacar a preservação da Amazônia.

Atualizado em
July 4, 2025
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Curupira é a mascote da COP30 - Divulgação/COP30/cop30

O Curupira, figura emblemática do folclore indígena e conhecido como guardião das florestas, tornou-se o centro de uma controvérsia política envolvendo o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB). Ferreira criticou a escolha do Curupira como mascote da COP30, a cúpula climática das Nações Unidas que ocorrerá em Belém, de dez a vinte e um de novembro, ironizando suas características, como os pés virados para trás e o cabelo de fogo.

Em resposta, Barbalho defendeu a importância do Curupira na preservação ambiental e na cultura brasileira. Ele afirmou que a escolha do personagem representa um avanço nas discussões sobre meio ambiente e a valorização do folclore nacional. O governador destacou que o Curupira, que despista caçadores e protege a mata, continuará sendo uma referência na COP30.

A escritora Januária Silva, autora do livro "O Curupira e Outros Seres Fantásticos do Folclore Brasileiro", ressaltou a conexão do personagem com a natureza. Segundo ela, o Curupira é um defensor da floresta que utiliza métodos inusitados para preservar o meio ambiente. A lenda, que remonta ao primeiro registro feito pelo padre José de Anchieta em mil quinhentos e sessenta, ainda é relevante na Amazônia, influenciando a relação da população com a natureza.

O Curupira foi escolhido para simbolizar o compromisso do Brasil com a redução das emissões de gases que causam o aquecimento global. A figura do personagem reforça o protagonismo da Amazônia e das comunidades que dependem dela, destacando a importância da preservação ambiental nas discussões da cúpula climática.

Pesquisadores como Paulo Maués, autor de "Histórias de Curupira", afirmam que as lendas brasileiras, especialmente as amazônicas, estão intimamente ligadas à preservação da natureza. Personagens como o Curupira atuam como agentes de consciência ecológica, promovendo a educação ambiental entre as novas gerações.

Essa situação evidencia a necessidade de apoio a iniciativas que promovam a preservação ambiental e a valorização da cultura local. A união da sociedade civil pode ser fundamental para impulsionar projetos que visem a proteção das florestas e a educação ambiental, contribuindo para um futuro mais sustentável.

Folha de São Paulo
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