Audiência pública em 16 de agosto definirá novas Unidades de Conservação na Baixada de Jacarepaguá, visando a proteção ambiental e gestão do Corredor Azul, com quatro áreas propostas. A iniciativa busca enfrentar desafios de urbanização e ocupações irregulares.

No dia 16 de agosto, uma audiência pública será realizada para discutir a criação de novas Unidades de Conservação (UC) na Baixada de Jacarepaguá. A Secretaria Municipal de Ambiente e Clima (Smac) propõe a formação do Corredor Azul, que incluirá quatro novas UCs. Dentre elas, três já são Áreas de Relevante Interesse Ambiental (ARIA), mas ainda carecem de proteção efetiva contra o crescimento urbano e ocupações irregulares.
A secretaria Tainá de Paula destacou que a Barra da Tijuca e Jacarepaguá representam um grande desafio, pois, apesar da alta densidade populacional, a natureza ainda está presente. A gestão ambiental nessa área é considerada uma das mais complexas do Rio de Janeiro, devido à diversidade e aos desafios de desenvolvimento.
A audiência ocorrerá no auditório do Parque Natural Municipal de Marapendi, localizado na Avenida Baltazar da Silveira, número 635, no Recreio dos Bandeirantes, às 10h. As inscrições podem ser feitas pelo site da Smac. As áreas em questão fazem parte do sistema lagunar de Jacarepaguá, que inclui as ARIAs das Lagoas da Tijuca, do Camorim, de Jacarepaguá e a área da vertente do Maciço da Tijuca que drena para as lagoas.
Uma das áreas propostas, a Lagoa do Camorim, já foi transformada em Parque Municipal este ano. A Smac informou que os limites das novas UCs podem ser ajustados, podendo ser maiores ou menores que as ARIAs existentes. Um grupo de trabalho da secretaria já apresentou um estudo técnico que confirma a viabilidade das novas unidades.
Antes da implementação das novas UCs, o relatório recomenda ações imediatas, como intensificação da fiscalização para controle de espécies exóticas, mapeamento das nascentes e identificação de pontos de apoio à educação ambiental. A quarta área mencionada, a Floresta do Quitite, é uma demanda antiga dos moradores, que já iniciaram a campanha Floresta em Pé Jacarepaguá.
Tainá de Paula afirmou que, após a consulta pública e a finalização do estudo, a criação das novas unidades poderá ser feita por decreto do prefeito Eduardo Paes, sem necessidade de aprovação da Câmara de Vereadores. A união da comunidade pode ser fundamental para garantir a proteção ambiental na região, promovendo ações que valorizem e preservem esses espaços naturais.

A Agência Espacial Europeia lançou um satélite inovador que utiliza radar de banda-P para medir com precisão o carbono armazenado nas florestas tropicais, incluindo a Amazônia. Essa tecnologia permitirá uma análise mais detalhada do impacto do desmatamento e do armazenamento de carbono, superando limitações anteriores.

O rendimento pesqueiro no Alto Rio Paraná caiu 50% em duas décadas devido à invasão de espécies exóticas e à degradação ambiental, afetando a economia local e a biodiversidade. O estudo revela que espécies nativas diminuíram em tamanho e quantidade, enquanto invasoras, como o tucunaré, se tornaram mais abundantes e prejudiciais ao setor pesqueiro.

Ministério dos Povos Indígenas lança iniciativas para fortalecer a participação indígena na COP30. O evento, que ocorrerá na Amazônia, visa integrar demandas indígenas na agenda global sobre mudanças climáticas e promover legados duradouros.

O Museu de Arte de São Paulo (Masp) firmou parceria com a Comerc para neutralizar 2,9 mil toneladas de CO₂ até 2030, aumentando em 155% o investimento em sustentabilidade. A iniciativa visa compensar emissões diretas e indiretas, destacando o compromisso do museu com práticas ambientais.

A partir de 1º de agosto, a mistura obrigatória de etanol na gasolina aumentará para 30% e a de biodiesel no diesel para 15%, decisão unânime do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A Petrobras manifestou resistência, temendo perda de mercado, enquanto o governo espera que a medida reduza os preços dos combustíveis e, consequentemente, dos alimentos.

O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, em Minas Gerais, foi declarado Patrimônio Mundial Natural pela Unesco, destacando sua importância geológica e arqueológica. O reconhecimento impulsiona ecoturismo e inclusão social, beneficiando comunidades locais.