Denúncias de abuso sexual infantil em São Paulo aumentaram drasticamente após vídeo de youtuber. O presidente da Câmara dos Deputados pautou projetos para proteção nas redes sociais.

O número de denúncias de abuso sexual infantil em São Paulo aumentou drasticamente, com cinquenta e três registros em apenas dois dias, entre 11 e 12 de agosto, segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado. Esse total é mais do que o dobro da média mensal, que varia entre quinze e vinte denúncias. O crescimento das denúncias está ligado à repercussão de um vídeo do youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, que denunciou um influenciador poribano por exploração de menores.
A delegada de repressão à pedofilia do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, Luciana Peixoto, esclareceu que as ocorrências incluem crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, como pornografia infantojuvenil e abusos. No primeiro semestre de 2025, o Tribunal de Justiça de São Paulo registrou noventa e cinco processos relacionados a esses crimes, o que representa um caso a cada dois dias.
Nos últimos quatro anos, as denúncias de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil aumentaram em cento e noventa e cinco por cento. O Disque 100, serviço gratuito para denúncias de violações de direitos humanos, recebeu de seis mil trezentas e oitenta para dezoito mil oitocentas e vinte e seis denúncias entre 2020 e 2024. O Atlas da Violência 2025, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta que São Paulo registrou quinze mil trezentas e setenta e quatro vítimas de estupro em 2024.
O crime de estupro é definido como qualquer relação sexual ou ato libidinoso com menores de quatorze anos ou pessoas incapazes de consentir. A lei presume a vulnerabilidade das vítimas, não sendo necessário comprovar violência ou ameaça. Em nível nacional, setenta e seis vírgula oito por cento dos estupros registrados envolvem vítimas vulneráveis, e São Paulo concentrou dezoito vírgula sete por cento dos casos contra mulheres no Brasil.
A ONG Safernet, que defende os direitos humanos na internet, recebeu mais de setenta e uma mil denúncias de imagens de abuso e exploração sexual infantil em 2023, um aumento de setenta e sete por cento em relação ao ano anterior. Ana Cláudia Cifali, coordenadora jurídica do Instituto Alana, destacou a responsabilidade compartilhada entre Estado, família e sociedade na proteção de crianças e adolescentes, enfatizando a importância da conscientização e da facilidade para denúncias.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou que pautará projetos sobre proteção infantil nas redes sociais, em resposta à repercussão do vídeo de Felca. Ele pretende priorizar propostas atualizadas para votação. Em situações como essa, a união da sociedade pode fazer a diferença, apoiando iniciativas que visem a proteção e o amparo às vítimas de abuso e exploração, promovendo um ambiente mais seguro para as crianças e adolescentes.

O Festival Psica, em Belém (PA), se destacou em 2024 ao distribuir 1.078 ingressos gratuitos para pessoas trans e não binárias, superando outros festivais como Afropunk e Mamba Negra. Essa iniciativa reforça a inclusão cultural.

Beneficiários do Bolsa Família devem realizar acompanhamento em saúde até 30 de junho, com apenas 55% já atendendo a essa exigência. Itapoã apresenta o menor comparecimento, com 36%. O não cumprimento pode resultar em bloqueio ou cancelamento do benefício.

A empresa X anunciou o lançamento de uma nova linha de produtos sustentáveis, com preços definidos e uma parceria com a ONG Y para promover a conscientização ambiental. Essa iniciativa visa atender à crescente demanda por soluções ecológicas e reduzir o impacto ambiental.

Uma pesquisa recente revelou que 62,3% dos brasileiros não buscaram atendimento na Atenção Primária à Saúde (APS) no último ano, citando superlotação e automedicação como principais razões. O estudo, realizado pela Vital Strategies e Umane, com apoio da Universidade Federal de Pelotas, destaca a necessidade urgente de melhorias no sistema de saúde.

O Projeto Vale do Lítio, do Governo de Minas Gerais, já atraiu R$ 6,3 bilhões em investimentos, gerou 3.900 empregos diretos e prevê 7.500 até 2026, promovendo desenvolvimento e melhorias sociais na região.

O programa “Reconhecer, Reparar, Religar para Seguir” busca fortalecer laços entre Brasil e Angola, culminando na viagem simbólica “A Grande Travessia” em 2025, focando em memória e reparação histórica. A iniciativa, liderada por pesquisadores da UNESP, visa resgatar relações culturais e promover justiça reparatória após séculos de escravização.