Em 2024, o Brasil registrou o maior número de assassinatos de indígenas desde 2021, com 211 mortes, enquanto a nova lei do marco temporal gera insegurança e conflitos. O relatório do Cimi destaca a fragilidade dos direitos territoriais.

O número de indígenas assassinados no Brasil aumentou em 2024 pelo terceiro ano consecutivo, atingindo o maior índice desde 2021. O relatório anual de violência do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) revela que, enquanto os assassinatos subiram de 208 em 2023 para 211 em 2024, as invasões a terras indígenas diminuíram, passando de 276 para 230. O aumento das mortes está relacionado à nova lei do marco temporal, que fragiliza os direitos territoriais dos povos originários, gerando insegurança e conflitos em diversas regiões do país.
Os estados com os maiores números de assassinatos permanecem os mesmos: Roraima, com 57 casos; Amazonas, com 45; e Mato Grosso do Sul, com 33. A Bahia também se destaca, com 23 assassinatos. O relatório aponta um crescimento nos casos de violência contra a pessoa, que totalizaram 424 registros em 2024, em comparação com 411 em 2023. As categorias de violência incluem abuso de poder, ameaças de morte e racismo, evidenciando a gravidade da situação enfrentada pelos povos indígenas.
A nova lei do marco temporal impacta diretamente a demarcação de terras, afetando pelo menos 304 processos. A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) destacou que a falta de clareza nas novas regras torna os procedimentos mais lentos e, em alguns casos, inviáveis. A lei exige que os afetados sejam notificados antes da estimativa dos limites das terras, complicando ainda mais o processo de demarcação.
O relatório do Cimi também revela um aumento na omissão e morosidade na regularização de terras, que subiu de 850 em 2023 para 857 em 2024. A tese do marco temporal, que considera a ocupação indígena apenas a partir de 1988, é defendida por setores do agronegócio, mas é contestada por antropólogos e defensores dos direitos indígenas, que argumentam que a Constituição reconhece a posse das terras pelos povos originários desde antes do Estado.
O Supremo Tribunal Federal (STF) já havia derrubado a tese do marco temporal, mas o Congresso Nacional aprovou uma lei que a instituiu, criando novos procedimentos que enfraquecem a proteção aos indígenas. O ministro Gilmar Mendes, do STF, iniciou um processo de conciliação sobre o tema, mas ainda não há uma decisão final. Enquanto isso, as demarcações avançam lentamente, e as terras indígenas enfrentam invasões e pressões de grileiros e outros invasores.
A situação dos povos indígenas é agravada por crises climáticas, como secas e incêndios, que aumentam a vulnerabilidade das comunidades. Os números de assassinatos e suicídios permanecem altos, refletindo a necessidade urgente de apoio. Em momentos como este, a união da sociedade civil pode ser fundamental para ajudar as comunidades indígenas a enfrentar esses desafios e promover a preservação de suas culturas e direitos.

Mães de crianças com deficiência, como Fernanda e Camila, enfrentam a difícil escolha de abandonar suas carreiras devido à falta de apoio e políticas públicas adequadas, evidenciando a necessidade de inclusão no mercado de trabalho.

O cânhamo se destaca como uma nova fronteira para o agronegócio brasileiro, com potencial de gerar R$ 26 bilhões anuais e 300 mil empregos, dependendo da regulamentação. O evento em São Paulo evidenciou o crescente interesse do setor agrícola na planta, que pode romper estigmas associados à cannabis.

Edital de licitação para a retomada da obra do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF) foi publicado, com investimento de R$ 234 milhões e conclusão prevista em 36 meses. A reitora da UFJF, Girlene Alves, e o superintendente do HU, Dimas Araújo, destacaram a importância do novo hospital para o Sistema Único de Saúde (SUS), que contará com 377 leitos e serviços ampliados.

O projeto Multiplicando Sonhos, liderado por Alessandra Alves Ferreira, promove educação financeira para jovens da rede pública, visando autonomia e segurança financeira. Com apoio de parceiros, a iniciativa se expande para todas as capitais brasileiras e comunidades no exterior.

O Hospital Municipal Getulio Vargas Filho, conhecido como Getulinho, é referência em cirurgia plástica infantil e possui 10% de sua capacidade ociosa. Em 2024, foram realizadas 133 cirurgias, e 56 já ocorreram em 2025.

O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, visitou o Hospital da Região Leste, anunciando melhorias na UTI e novos painéis de monitoramento para otimizar o atendimento. A revitalização busca ampliar a qualidade dos serviços.