A criação da Autoridade Climática, promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta impasses sobre sua estrutura e não deve ser implementada até a COP30. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destaca a complexidade da proposta e a necessidade de um novo marco regulatório para antecipar tragédias climáticas.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou que a criação da Autoridade Climática, uma promessa do governo federal, está em fase de "finalização". No entanto, não há previsão para a implementação do órgão, que é visto como crucial para a gestão de crises climáticas no Brasil. A proposta enfrenta impasses relacionados à sua estrutura e à vinculação a ministérios, o que impede seu avanço antes da Conferência Mundial do Clima, a COP30, que ocorrerá em novembro.
Marina Silva destacou que o debate sobre a Autoridade Climática está sendo coordenado pela Casa Civil, com a participação do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério da Integração Regional. Apesar dos esforços, ainda existem lacunas que precisam ser preenchidas para viabilizar a criação do órgão. A ministra mencionou as "implicações" que dificultam a implementação, como a necessidade de decretar emergência climática de forma permanente em mais de mil municípios vulneráveis.
A proposta da Autoridade Climática visa antecipar tragédias climáticas e preparar as localidades para estados de calamidade antes que ocorram. Isso representaria uma mudança significativa na lógica de funcionamento do poder público, permitindo ações preventivas, como o envio de ajuda humanitária em situações de risco. Atualmente, essas ações só podem ser realizadas após a declaração de estado de calamidade pública.
As dificuldades enfrentadas envolvem a transformação da burocracia e a definição de um modelo que permita essa mudança. A Casa Civil se opõe à ideia de que a Autoridade Climática fique subordinada ao Ministério do Meio Ambiente, enquanto a equipe de Marina acredita que a independência do órgão é fundamental. As duas pastas não se manifestaram sobre o impasse.
Além disso, a ministra tem enfrentado insatisfação no Congresso, onde parlamentares expressaram preocupações sobre sua abordagem em projetos relacionados à infraestrutura na Amazônia e à exploração de petróleo na Margem Equatorial. Essa insatisfação pode complicar ainda mais a criação da Autoridade Climática, que é considerada uma prioridade pelo governo.
Em meio a esse cenário, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem a mitigação dos impactos das crises climáticas. Projetos que promovam a conscientização e a ação em prol do meio ambiente devem ser estimulados, pois podem fazer a diferença na preparação e na resposta a desastres naturais, beneficiando comunidades vulneráveis em todo o país.

O Brasil registrou uma queda significativa de 56,8% nos focos de calor em julho de 2025, refletindo ações governamentais e condições climáticas favoráveis. O Pantanal teve a maior redução, com 96,8% menos focos.

Estudo revela quase três mil incêndios em lixões no Brasil, liberando seis milhões de toneladas de gases de efeito estufa anualmente. A situação, alarmante, afeta a saúde pública e o meio ambiente, exigindo ações urgentes.

O Ministério Público Federal (MPF) investiga a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) por irregularidades no descarte de resíduos no Rio Paraíba do Sul, em Volta Redonda. A empresa MCI Reciclagem e Comércio é citada por possíveis violações ambientais.

Desastres climáticos custaram ao Brasil mais de R$ 730 bilhões em 12 anos, segundo Maria Netto, do Instituto Clima e Sociedade. Ela defende que o agronegócio deve ser parte da solução climática e destaca a urgência de financiamento para adaptação.

Incêndios criminosos devastaram 1.035 hectares na Fazenda Experimental Edgárdia, em Botucatu (SP). O projeto Restaura Cuesta busca recuperar a vegetação nativa e promover educação ambiental.

Báyò Akómoláfé, filósofo nigeriano, inicia filmagens do documentário "Em Tempos Urgentes, Vamos Desacelerar" no Brasil, abordando caos climático e injustiça racial. Ele destaca a importância de repensar a justiça e o ativismo.