A migração das baleias jubarte para o litoral do Rio de Janeiro gera preocupações após a descoberta de uma jubarte morta, evidenciando a falta de fiscalização nas regras de convivência. Ambientalistas alertam para o estresse causado por barcos que cercam os animais, enquanto a recuperação da espécie desde os anos 80 aumenta os avistamentos. A diminuição do krill na Antártida pode estar alterando o comportamento das jubartes, que buscam alimento mais próximo da costa.

A temporada de migração das baleias jubarte, que se deslocam da Antártida em busca de águas mais quentes, está em pleno andamento. Contudo, o recente achado de uma jubarte morta no litoral do Rio de Janeiro, na última segunda-feira, gerou preocupações entre ambientalistas. O alerta não se refere apenas à morte do animal, mas também ao aumento de avistamentos em áreas costeiras que não estão preparadas para receber as baleias.
Nathalie Gil, presidente da Sea Shepherd Brasil, destacou que muitos barcos cercam as baleias, causando estresse desnecessário aos animais. Apesar de já existirem regras de convivência, como a distância mínima de cem metros e a limitação de dois barcos por grupo, a fiscalização ainda é insuficiente. O crescimento no número de avistamentos está ligado à recuperação da espécie desde a proibição da caça nos anos oitenta.
A visibilidade das jubartes também aumentou, uma vez que qualquer banhista com um celular pode transformar um avistamento em um evento viral, atraindo mais embarcações para a região. A questão da aproximação das baleias à costa ainda carece de consenso, e não há evidências claras sobre o impacto das mudanças climáticas nesse comportamento.
Um fator que pode estar influenciando a migração das jubartes é a diminuição do krill, seu principal alimento, na Antártida. Essa escassez pode estar levando as baleias a buscar alimento em águas mais próximas ao Brasil. Nathalie enfatizou que estamos em um momento crucial e que é necessário aprender a conviver com esses magníficos animais.
Além da preocupação com a segurança das jubartes, a situação exige uma reflexão sobre a responsabilidade de todos em relação à preservação do meio ambiente. A falta de preparo para receber as baleias e a fiscalização inadequada das regras de convivência são questões que precisam ser abordadas urgentemente.
Em momentos como este, a união da sociedade civil pode fazer a diferença. Projetos que visem a proteção e a conscientização sobre a convivência com as baleias jubarte devem ser incentivados, pois podem contribuir para a preservação dessa espécie e a saúde dos nossos oceanos.
A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que agiliza o combate a incêndios florestais e a recuperação de áreas afetadas por desastres climáticos. A proposta permite a atuação de tripulações estrangeiras e destina emendas ao Fundo Nacional de Meio Ambiente.

O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, alertou que os altos preços dos hotéis em Belém podem comprometer a presença de delegações, afetando a legitimidade das negociações climáticas. Países pedem alternativas.

A Embrapa promove a primeira edição dos Diálogos pelo Clima em Brasília, reunindo especialistas para discutir a agricultura e mudanças climáticas. O evento é parte da preparação para a COP30 em Belém, em novembro.

Carlos Bocuhy, presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental, solicita ao presidente Lula que vete o Projeto de Lei 2.159/2021, que altera o licenciamento ambiental, alertando para riscos climáticos e sociais. O PL propõe um licenciamento autodeclaratório, permitindo que empreendedores assumam responsabilidades sem critérios rigorosos, o que pode levar a um retrocesso ambiental e à especulação econômica. A proposta ignora a emergência climática e compromete biomas essenciais, afetando a segurança alimentar e hídrica no Brasil.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) autorizou o Estudo de Viabilidade Técnica do Canal de Integração do Sertão Piauiense, que transporá águas do rio São Francisco. A obra beneficiará 42 municípios e cerca de um milhão de pessoas, buscando garantir segurança hídrica em áreas afetadas pela seca. O custo do estudo é de R$ 8,5 milhões e será apresentado em audiência pública na Assembleia Legislativa do Piauí.
A Apib destaca a demarcação de terras indígenas como crucial para o clima. Celebridades apoiam a causa, alertando sobre ameaças e consequências ambientais.