Pesquisadores do Banco de Cérebros da USP revelam depósitos de proteínas do Alzheimer em cérebros de pessoas na faixa dos 30 anos, destacando a necessidade de prevenção precoce da demência. A descoberta, que desafia a visão tradicional sobre a idade de início da doença, reforça a importância da educação e do controle de fatores de risco como hipertensão e diabetes.

O Banco de Cérebros da Universidade de São Paulo (USP), criado em dois mil e quatro, é um importante acervo que já contribuiu significativamente para a compreensão das causas e características da demência no Brasil. Com mais de cinco mil cérebros armazenados, todos doados por famílias de pessoas que faleceram de causas naturais, o biobanco se destaca como o maior do tipo na América Latina. Recentemente, pesquisadores descobriram depósitos de proteínas beta-amiloide e tau, associadas à doença de Alzheimer, em cérebros de indivíduos na faixa dos trinta anos.
A diretora do Banco de Cérebros, Claudia Suemoto, enfatiza que esses achados indicam que a neuropatologia pode começar muito antes do surgimento dos sintomas clássicos da demência, que geralmente aparecem após os setenta anos. Essa descoberta reforça a necessidade de uma abordagem preventiva em relação à saúde cerebral, sugerindo que a preocupação com a demência deve começar na juventude.
Além disso, a pesquisa revelou que a baixa escolaridade é o principal fator de risco para a demência no Brasil, afetando a população desde a infância. Claudia destaca que, mesmo um nível de escolaridade baixo pode oferecer alguma proteção contra a condição, o que é encorajador para aqueles que têm acesso limitado à educação. A média de escolaridade dos doadores no biobanco é de apenas quatro anos, com vinte por cento de analfabetos.
Os pesquisadores também notaram que, enquanto o Alzheimer é a principal causa de demência em países ricos, no Brasil, ele representa cerca de cinquenta por cento dos casos, com uma maior prevalência de demência vascular, que é responsável por aproximadamente trinta e cinco por cento dos casos no acervo. Essa condição é prevenível, pois está diretamente ligada a fatores como hipertensão, diabetes e obesidade.
O biobanco da USP se diferencia por incluir cérebros de pessoas de todas as idades, permitindo a análise de sinais de demência antes do aparecimento dos sintomas. A pesquisa também se estende a indivíduos com mais de noventa anos, buscando entender por que alguns chegam a essa idade sem comprometimento cognitivo, enquanto outros apresentam demência avançada.
Essas descobertas são cruciais para a saúde pública, pois ajudam a moldar estratégias de prevenção e tratamento. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a educação e a saúde, contribuindo para um futuro onde a demência seja menos prevalente e melhor compreendida.

A Câmara dos Deputados regulamenta as funções de Agente Indígena de Saúde e Saneamento. A proposta aprovada exige que os profissionais sejam indígenas, residentes na comunidade, e tenham formação específica. O prazo para adequação às novas regras foi ampliado para quatro anos, visando facilitar o acesso à saúde nas comunidades. A contratação seguirá as normas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A proposta ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo Senado.

Um estudo recente revela que a doença hepática gordurosa não alcoólica aumenta o risco de câncer colorretal em adultos jovens. A pesquisa, com mais de 4,6 milhões de participantes, destaca a urgência de triagens em populações vulneráveis.

Jaiwen Hsu é o primeiro a receber transplante de esperma com células-tronco. O procedimento inédito pode reverter a infertilidade masculina, especialmente em sobreviventes de câncer.

A campanha de vacinação contra a gripe no Distrito Federal já aplicou 272 mil doses, com destaque para 11.861 no Dia D. A vacinação é crucial devido ao aumento de doenças respiratórias no Brasil. Grupos prioritários incluem crianças, idosos e gestantes.

O Hospital do Coração (HCor) criou uma dieta cardioprotetora brasileira, adaptando a dieta mediterrânea com ingredientes locais, com resultados positivos em pacientes do SUS. A pesquisa será expandida para 40 hospitais.

Médicos alertam que o frio pode elevar em até 30% o risco de infarto e em 20% o de AVC, especialmente entre idosos e hipertensos, devido à vasoconstrição e aumento da pressão arterial. É crucial manter cuidados.