Mulheres indígenas marcham em Brasília, destacando a luta por direitos e territórios no Dia Internacional dos Povos Indígenas. O evento resultou em vetos ao PL da Devastação, reforçando a urgência da defesa ambiental.

O Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado em 9 de agosto, destaca a luta por direitos e territórios indígenas em todo o mundo. Este ano, a 4ª Marcha das Mulheres Indígenas em Brasília, com o lema "Nosso corpo, nosso território: somos as guardiãs do planeta", culminou em vetos parciais ao Projeto de Lei da Devastação, evidenciando a urgência da defesa dos direitos indígenas.
Jessica Cayupi, da Red Mulheres Mapuche, abordou a questão da apropriação cultural ao afirmar que a bandeira mapuche se tornou um símbolo de resistência no Chile. Ela destacou que a utilização desse símbolo por jovens chilenos em manifestações é válida enquanto a resistência estiver presente nas ruas. Essa perspectiva reforça a importância da luta coletiva e do respeito à cultura indígena.
Durante a marcha em Brasília, mulheres indígenas de diversas etnias exigiram a demarcação de terras e o veto ao PL que altera leis ambientais. O protesto na Câmara dos Deputados, realizado no dia 7 de agosto, contribuiu para os vetos anunciados pela Presidência da República no dia seguinte. Essa mobilização é um reflexo da necessidade de garantir os direitos territoriais e ambientais dos povos indígenas.
Além do Brasil, na Índia, o Fórum dos Povos Indígenas de Manipur promoveu uma cerimônia em Imphal, reivindicando o direito à autodeterminação como um caminho para a segurança e soberania alimentar. Essas ações globais demonstram a interconexão entre os direitos indígenas e a preservação ambiental, ressaltando a importância de suas vozes nas discussões sobre sustentabilidade.
A defesa dos territórios indígenas é crucial para a preservação da biodiversidade e a continuidade da vida humana na Terra. Os conhecimentos e modos de vida de povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos são fundamentais para manter as florestas e ecossistemas. A participação ativa desses grupos em políticas públicas é essencial para que as declarações internacionais se traduzam em ações concretas.
Jessica Cayupi também enfatizou que resistência e cuidado não são opostos, e que ações como plantar, tecer e legislar se entrelaçam em uma prática política enraizada na terra. Essa abordagem solidária e menos predatória é um modelo de como construir um futuro mais justo e sustentável. Nessa luta, a união da sociedade civil pode fazer a diferença, apoiando iniciativas que promovam a preservação e os direitos dos povos indígenas.

MPF prorroga investigação sobre exploração de petróleo em Oiapoque, Amapá. O Ministério Público Federal recomenda que a Petrobras inclua Macapá, Bailique e Santana na área de influência do projeto, devido a riscos à pesca artesanal e direitos indígenas.

O governo brasileiro, sob Luiz Inácio Lula da Silva, cria o Comitê Nacional de Enfrentamento ao Racismo Ambiental e Climático, visando proteger populações vulneráveis afetadas por desastres naturais. O comitê, com membros do governo e da sociedade civil, buscará articular políticas públicas e ações educativas, focando em grupos como negros, indígenas e quilombolas. A iniciativa visa consolidar esforços em justiça ambiental e enfrentar desigualdades sociais, promovendo a inclusão e a resiliência climática.

O Governo Federal, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), destinará R$ 150 milhões para novos editais do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRSX). A iniciativa visa promover o desenvolvimento sustentável no Pará, focando na inclusão social e valorização da biodiversidade, beneficiando diretamente as comunidades locais.

A extração de colágeno da pele de jumentos para a produção de ejiao está levando à extinção da espécie no Brasil, com uma queda de 94% na população desde 1996. Pesquisadores pedem a proibição do abate e a criação de santuários.

Após o esvaziamento da Cracolândia, dependentes químicos se dispersaram em grupos menores pela região central de São Paulo, com foco na Praça Marechal Deodoro. A Prefeitura garante tratamento contínuo.

Mulheres da Bahia, lideradas por Florisdete Santos, revitalizam o cultivo da araruta, promovendo saúde e renda em meio à crise climática, resgatando saberes tradicionais e fortalecendo a agricultura familiar.