Socioambiental

Bandeira mapuche simboliza resistência indígena em protestos e marchas pelo mundo

Mulheres indígenas marcham em Brasília, destacando a luta por direitos e territórios no Dia Internacional dos Povos Indígenas. O evento resultou em vetos ao PL da Devastação, reforçando a urgência da defesa ambiental.

Atualizado em
August 11, 2025
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Mulheres indígenas de várias etnias marcham na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, pedindo demarcação de terras e veto ao PL que altera leis ambientais - Pedro Ladeira - 7.ago.25/Folhapress

O Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado em 9 de agosto, destaca a luta por direitos e territórios indígenas em todo o mundo. Este ano, a 4ª Marcha das Mulheres Indígenas em Brasília, com o lema "Nosso corpo, nosso território: somos as guardiãs do planeta", culminou em vetos parciais ao Projeto de Lei da Devastação, evidenciando a urgência da defesa dos direitos indígenas.

Jessica Cayupi, da Red Mulheres Mapuche, abordou a questão da apropriação cultural ao afirmar que a bandeira mapuche se tornou um símbolo de resistência no Chile. Ela destacou que a utilização desse símbolo por jovens chilenos em manifestações é válida enquanto a resistência estiver presente nas ruas. Essa perspectiva reforça a importância da luta coletiva e do respeito à cultura indígena.

Durante a marcha em Brasília, mulheres indígenas de diversas etnias exigiram a demarcação de terras e o veto ao PL que altera leis ambientais. O protesto na Câmara dos Deputados, realizado no dia 7 de agosto, contribuiu para os vetos anunciados pela Presidência da República no dia seguinte. Essa mobilização é um reflexo da necessidade de garantir os direitos territoriais e ambientais dos povos indígenas.

Além do Brasil, na Índia, o Fórum dos Povos Indígenas de Manipur promoveu uma cerimônia em Imphal, reivindicando o direito à autodeterminação como um caminho para a segurança e soberania alimentar. Essas ações globais demonstram a interconexão entre os direitos indígenas e a preservação ambiental, ressaltando a importância de suas vozes nas discussões sobre sustentabilidade.

A defesa dos territórios indígenas é crucial para a preservação da biodiversidade e a continuidade da vida humana na Terra. Os conhecimentos e modos de vida de povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos são fundamentais para manter as florestas e ecossistemas. A participação ativa desses grupos em políticas públicas é essencial para que as declarações internacionais se traduzam em ações concretas.

Jessica Cayupi também enfatizou que resistência e cuidado não são opostos, e que ações como plantar, tecer e legislar se entrelaçam em uma prática política enraizada na terra. Essa abordagem solidária e menos predatória é um modelo de como construir um futuro mais justo e sustentável. Nessa luta, a união da sociedade civil pode fazer a diferença, apoiando iniciativas que promovam a preservação e os direitos dos povos indígenas.

Folha de São Paulo
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