Ana Bógus, presidente da Beiersdorf no Brasil, acredita que a COP-30 pode impulsionar a sustentabilidade no setor de cuidados pessoais, promovendo debates sobre economia circular e acesso a matérias-primas sustentáveis. A empresa já eliminou microplásticos de suas fórmulas e busca alternativas biodegradáveis.

A Beiersdorf, responsável pelas marcas Nivea e Eucerin, enfrenta desafios na indústria de cuidados pessoais no Brasil, especialmente em relação à sustentabilidade. Ana Bógus, presidente da Beiersdorf no Brasil, acredita que a 30.ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-30), que ocorrerá em breve, pode ser um importante catalisador para o setor. O evento deve promover discussões sobre economia circular e políticas que facilitem o acesso a matérias-primas com menor impacto ambiental.
Atualmente, a empresa enfrenta altos custos de insumos sustentáveis e uma infraestrutura de reciclagem limitada. Bógus destaca a necessidade de avançar na gestão de resíduos e na economia circular, com compromissos mais firmes para reduzir o uso de plásticos. Ela ressalta que é essencial encontrar ingredientes alternativos que sejam sustentáveis e viáveis em larga escala, superando barreiras na cadeia de fornecimento.
A Beiersdorf já tomou medidas significativas, como a eliminação de microplásticos das fórmulas da Nivea em 2021 e da Eucerin em 2023. A empresa busca substituir esses ingredientes sintéticos por alternativas biodegradáveis, como microesferas de jojoba e óleo de rícino hidrogenado. Além disso, insumos como celulose vegetal e gomas naturais estão sendo utilizados para minimizar o impacto ambiental dos produtos cosméticos.
Segundo Bógus, a sustentabilidade deve estar integrada à estratégia de negócios. Ela observa que, embora existam desafios, empresas que adotam práticas sustentáveis conseguem gerar valor de forma consistente. O setor de cuidados pessoais, ligado à saúde e bem-estar, deve assumir um papel ativo na redução do impacto ambiental, desenvolvendo fórmulas mais sustentáveis e utilizando materiais recicláveis.
A presidente da Beiersdorf também enfatiza a importância da inclusão social e da diversidade nas marcas. Os consumidores esperam que as empresas representem a diversidade de forma autêntica e promovam a equidade racial e de gênero. Além disso, a transparência e o respeito aos direitos humanos nas cadeias produtivas são cada vez mais exigidos pelos consumidores.
A COP-30 pode impulsionar políticas que incentivem a inovação local e a rastreabilidade nas cadeias produtivas. A colaboração entre empresas, governo e sociedade é fundamental para construir um futuro mais sustentável. Nessa situação, nossa união pode ajudar a promover iniciativas que visem a sustentabilidade e a responsabilidade social, impactando positivamente a indústria de cuidados pessoais no Brasil.

A COP30, em novembro de 2025 em Belém (PA), pode marcar um novo paradigma ao discutir que 30% dos alimentos servidos venham da agricultura familiar local, injetando R$ 3,3 milhões na economia regional. A proposta, apoiada por diversas entidades, visa promover práticas sustentáveis e fortalecer a produção local, refletindo a diversidade da Amazônia.

O vírus oropouche emergiu como uma nova ameaça à saúde pública em Roraima, com casos se espalhando para outros estados e países, destacando a urgência de monitoramento e preservação ambiental. A degradação da Amazônia, impulsionada por atividades como mineração e desmatamento, aumenta o risco de surtos de doenças infecciosas.

São Paulo enfrenta o abril mais chuvoso em três décadas, com 145,8 mm de precipitação, superando em 133,3% a média esperada. A Defesa Civil alerta para temperaturas baixas, com mínimas entre 12°C e 16°C.

O Cerrado, bioma rico em biodiversidade, ganha destaque em Brasília com o aumento do interesse por plantas alimentícias não convencionais (PANCs), como ora-pro-nóbis e taioba, que promovem segurança alimentar e recuperação do solo.

Quarenta e três pinguins juvenis foram encontrados mortos no litoral de São Paulo, enquanto quatro foram resgatados para reabilitação, destacando os desafios da migração de 2025. O Instituto Argonauta alerta para a importância da proteção da fauna marinha.

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) prendeu um proprietário e um responsável por perfuração ilegal de poço artesiano em Sobradinho, onde não havia licença para operação. A ação foi resultado de uma denúncia recebida.