O BNDES liberou R$ 1 bilhão para o Complexo Solar Draco, em Minas Gerais, que contará com 11 usinas fotovoltaicas e capacidade de 505 MW, prevendo operação em 2026. O projeto visa fortalecer a matriz solar brasileira.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um empréstimo de R$ 1 bilhão para o Complexo Solar Draco, que será construído em Arinos, no noroeste de Minas Gerais. O projeto, liderado pela Atlas Renewable Energy, multinacional focada em energias renováveis, inclui a construção de 11 usinas fotovoltaicas com capacidade total de 505 megawatts (MW). A previsão é que as usinas comecem a operar no início de 2026.
As usinas do Complexo Solar Draco têm potencial para abastecer aproximadamente 569 mil residências. Além da geração de eletricidade, o projeto contempla a construção de uma linha de transmissão de 15 quilômetros, que conectará o complexo ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A energia gerada será vendida no mercado livre, ampliando as opções de fornecimento de energia renovável.
Em abril, a Atlas Renewable Energy anunciou um contrato com a Chlorum Solutions, que fabrica produtos químicos derivados do cloro. A empresa também fornecerá eletricidade renovável para a Rede Primavera Saúde e para a V.Tal, que atua na infraestrutura de telecomunicações. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o projeto fortalecerá a capacidade instalada do Brasil em energia solar, que já alcança 39.000 MW, incluindo a geração distribuída.
Mercadante enfatizou que o Complexo Solar Draco contribuirá significativamente para a matriz elétrica do país, promovendo energia limpa e renovável, alinhada às diretrizes de descarbonização da política industrial do governo. O empréstimo será concedido com juros subsidiados, abaixo dos valores de mercado, utilizando recursos do Fundo Clima, gerido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Esse investimento representa um passo importante para o Brasil na transição para fontes de energia mais sustentáveis. A energia solar é uma alternativa viável e necessária para atender à crescente demanda por eletricidade, ao mesmo tempo em que reduz a dependência de fontes fósseis. O projeto também reflete a tendência global de investimento em energias renováveis.
Iniciativas como o Complexo Solar Draco devem ser apoiadas pela sociedade civil, que pode contribuir para a expansão de projetos sustentáveis. A união em torno de causas que promovem a energia limpa e a descarbonização pode gerar um impacto positivo significativo na sociedade e no meio ambiente.

O Brasil enfrenta um grave problema com 444 espécies invasoras, incluindo a tilápia, que afetam seus biomas. A pesquisa da UFLA destaca a ação humana como principal causa desse desequilíbrio ambiental.

O governo federal anunciou isenção total do IPI para veículos sustentáveis, visando reduzir emissões e impulsionar a indústria automotiva nacional. A medida, parte do programa Mobilidade Verde e Inovação, deve beneficiar 60% dos veículos no Brasil a partir de 2026.

A Corte Interamericana de Direitos Humanos publicou a Opinião Consultiva 32, exigindo que Estados protejam direitos humanos frente às mudanças climáticas, com foco em grupos vulneráveis e participação cidadã.

Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia descobriram que a forma de despejar água no café impacta a extração do sabor, recomendando um fluxo constante e de altura elevada para otimizar o preparo. Essa técnica não só melhora o sabor, mas também reduz o desperdício, contribuindo para a sustentabilidade na produção de café.

Uma propriedade em Timburi (SP) dobrou a produção de café com sistemas agroflorestais, que promovem biodiversidade e recuperação de áreas degradadas, apesar dos desafios de implementação. O engenheiro florestal Valter Ziantoni destaca que a agrofloresta, além do café, inclui diversas culturas, aumentando a produtividade e melhorando a qualidade do solo. Uma pesquisa de 2023 confirma que os SAFs são mais produtivos que a monocultura, mas a adoção ainda é limitada devido ao custo inicial e à falta de conhecimento técnico.

O Ministério Público Federal (MPF) pediu a suspensão das obras da empresa Urbia no Parque Nacional de Jericoacoara, alegando danos ambientais e falta de licenciamento. A expectativa é que o tribunal acolha a solicitação.