A crescente demanda por bonecas reborns, com 20% das vendas voltadas a pacientes com Alzheimer, reflete um aumento de 70% no faturamento da loja de Isabelita Brilhante, destacando seu uso terapêutico.

O uso de bonecas reborns, réplicas hiper-realistas de bebês, tem se mostrado uma alternativa terapêutica eficaz para pacientes com Alzheimer. Famílias e cuidadores têm adotado essas bonecas para promover interação e reduzir a ansiedade dos pacientes. A administradora Lidiane Saburi de Oliveira, por exemplo, presenteou sua tia-avó, Lais Saburri Alves, com uma boneca após recomendação médica. Segundo Oliveira, a boneca trouxe alegria e motivação para a aposentada, diagnosticada com Alzheimer há um ano.
A terapeuta ocupacional Carla da Silva Santana, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), explica que o apego a objetos como bonecas é uma necessidade psicológica em pacientes com doenças neurodegenerativas. Ela ressalta que esses brinquedos podem facilitar a terapia de validação e reminiscências, embora o alto custo das bonecas, que pode chegar a R$ 5 mil, seja uma barreira para muitos.
O uso de bonecas e bichos de pelúcia como ferramentas terapêuticas não é uma novidade, mas o hiper-realismo das bonecas reborns levanta questões éticas. Santana enfatiza a importância de tratar os pacientes como adultos, evitando a infantilização e a confusão sobre a natureza do brinquedo. O momento deve ser utilizado para conversas e exploração de memórias, respeitando a individualidade de cada paciente.
Na Baby Maternidade Reborn, uma rede com lojas em Ribeirão Preto, cerca de 20% das vendas são destinadas a pacientes com Alzheimer e demência. A proprietária Isabelita Brilhante relatou um aumento de 70% no faturamento de sua loja, refletindo o crescente interesse por essas bonecas. Brilhante começou a vender online e, devido à alta demanda, abriu várias filiais nos últimos meses.
O impacto positivo das bonecas reborns na vida de pacientes com Alzheimer é evidente. Lais Saburri Alves, por exemplo, começou a carregar sua boneca para todos os lugares, o que a tornou mais engajada em atividades diárias. Sua sobrinha, Oliveira, observa que a aposentada se tornou mais calma e alegre, encontrando um novo propósito em sua rotina.
Iniciativas que promovem o acesso a terapias inovadoras, como o uso de bonecas reborns, podem fazer uma diferença significativa na vida de pacientes e seus cuidadores. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar projetos que visem melhorar a qualidade de vida de pessoas com Alzheimer e outras condições neurodegenerativas.

O Museu Nacional reabre após sete anos do incêndio de 2018, apresentando a exposição "Entre Gigantes", que inclui o meteorito Bendegó. A reabertura é um marco, mas ainda requer R$ 170 milhões para a restauração completa.

A PUC-SP encerrou a ocupação do Campus Monte Alegre após atender demandas de letramento racial e melhorias no restaurante universitário, mas não aceitou a redução das mensalidades. O movimento, liderado pelo coletivo Saravá, denunciou racismo e outras questões sociais.

Uma cena impactante da novela "Vale Tudo" gerou um aumento de 300% nos acessos ao aplicativo da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, refletindo a busca por direitos de pensão alimentícia. A personagem Lucimar, após anos de abandono, busca justiça, resultando em 4.560 acessos por minuto e 1.148 agendamentos no dia da exibição. A Defensoria destaca a importância da ficção em abordar realidades sociais, especialmente para mulheres vulneráveis.

Linn da Quebrada voltou aos palcos com o show "Trava Línguas", após um período de internação por problemas de saúde mental, impulsionada por uma mensagem de apoio de Fernanda Montenegro. A artista compartilhou sua jornada de superação e anunciou novos projetos, incluindo um disco e um documentário.

A população em áreas precárias na Região Metropolitana de São Paulo chega a 3,28 milhões, superando dados do IBGE. A pesquisa revela desigualdades persistentes e um crescimento populacional nas favelas acima da média.

O filme "O Agente Secreto" foi aplaudido por treze minutos no Festival de Cannes e destaca o apoio estatal à cultura, com financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual e coprodução internacional.