Educação

Brasil enfrenta apagão de talentos em STEM e corre o risco de perder competitividade global

O Brasil enfrenta uma grave crise em formação nas áreas de STEM, com apenas 13% de formandos, estagnação na última década e alta evasão, comprometendo sua competitividade e inovação.

Atualizado em
July 18, 2025
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Países que investem em ciência e tecnologia aumentam sua soberania — Foto: Freepik

O Brasil enfrenta uma grave crise na formação de profissionais nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). Atualmente, apenas 13% dos formandos universitários estão nessas áreas, segundo dados do Censo da Educação Superior. Este índice não apresenta crescimento significativo há uma década, e a evasão em cursos de ciências exatas e engenharia permanece alarmante. Essa situação compromete a competitividade do país e sua capacidade de inovação.

Enquanto isso, países como China, Estados Unidos e Índia investem fortemente em educação STEM. Na China, cerca de 50% dos graduandos estão em cursos de STEM, com mais de 1,3 milhão de engenheiros formados anualmente. Nos Estados Unidos, o índice é de aproximadamente 33%, impulsionado por investimentos bilionários em áreas como inteligência artificial e cibersegurança. A Índia também se destaca, com cerca de 30% de formandos em STEM, especialmente em tecnologia da informação.

O baixo investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil, que corresponde a menos de 1,2% do PIB, agrava ainda mais a situação. Em contraste, a Coreia do Sul investe mais de 4,5% do seu PIB em P&D. Essa falta de recursos compromete a formação de profissionais qualificados e a capacidade do Brasil de enfrentar desafios contemporâneos, como a crise climática e a transição energética.

Os impactos dessa estagnação são visíveis em diversas áreas. O Brasil ocupa as últimas posições no ranking de inovação do Fórum Econômico Mundial. A falta de profissionais capacitados em STEM afeta não apenas a competitividade econômica, mas também a sustentabilidade do sistema de saúde e a segurança alimentar e energética. A tragédia de Brumadinho e os apagões em grandes cidades são exemplos de como a negligência em infraestrutura científica e tecnológica pode ter consequências devastadoras.

É urgente que o Brasil estabeleça uma estratégia nacional para STEM, com políticas integradas que vão desde a educação básica até o ensino superior e a pesquisa aplicada. Investir em formação técnica qualificada é essencial para garantir a soberania nacional e a inovação em áreas críticas. A formação de profissionais bem preparados é a chave para enfrentar os desafios do século XXI.

Nossa união pode ser um fator decisivo para mudar essa realidade. Projetos que visam apoiar a formação em STEM e a capacitação de jovens talentos devem ser estimulados pela sociedade civil. A mobilização em torno dessas iniciativas pode ajudar a criar um futuro mais promissor e sustentável para o Brasil.

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