O segundo Plano Nacional de Educação (PNE), instituído em 2014, não alcançou suas metas, levando à prorrogação até 2025. A instabilidade orçamentária das universidades federais compromete a democratização do ensino superior.

A Constituição de mil novecentos e oitenta e oito estabeleceu a criação do Plano Nacional de Educação (PNE) pelo Congresso Nacional, com o objetivo de articular o ensino básico e superior, além de promover a ciência e a tecnologia. O primeiro PNE foi instituído pela Lei nº 10.172, em dois mil e um, mas o Brasil ficou sem um plano nacional de educação por mais de três anos após o término de sua vigência, até a promulgação do segundo PNE pela Lei nº 13.005, em junho de dois mil e quatorze.
O segundo PNE, com duração prevista até dois mil e vinte e quatro, não conseguiu atingir suas metas, como a elevação da taxa líquida de escolarização (TLE) da população de dezoito a vinte e quatro anos para trinta e três por cento e a participação de quarenta por cento das novas matrículas em instituições públicas. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) mostram que, entre dois mil e quatorze e dois mil e vinte e três, a TLE cresceu apenas de vinte e um vírgula dois por cento para vinte e cinco vírgula nove por cento, ficando abaixo do esperado.
Além disso, a participação das instituições públicas nas novas matrículas não ultrapassou doze vírgula sete por cento anualmente, com apenas sete vírgula quatro por cento em dois mil e vinte e dois. Para o novo PNE, a proposta da Conferência Nacional da Educação (CONAES) sugere metas ainda mais ambiciosas, como atingir uma TLE de quarenta por cento e garantir que mais de sessenta por cento das matrículas sejam em instituições públicas. Contudo, a falta de mecanismos de financiamento adequados levanta questionamentos sobre a viabilidade dessas metas.
A instabilidade orçamentária das universidades federais é um dos principais desafios enfrentados. O orçamento dessas instituições varia a cada mudança no Executivo Federal, comprometendo o planejamento e a continuidade das políticas de expansão da educação superior. Dados do Centro de Estudos SoU Ciência indicam que, entre dois mil e dois mil e dois, as universidades liquidaram em média R$ 3,794 milhões por ano em despesas correntes, enquanto, no governo Bolsonaro, esse valor caiu para R$ 2,964 milhões, mesmo com o aumento do número de matrículas.
Os investimentos em infraestrutura também sofreram queda significativa. Em dois mil e dois, os gastos com infraestrutura somaram R$ 215 milhões, enquanto em dois mil e vinte e um, esse valor foi de apenas R$ 143 milhões, o menor da série histórica. A proteção do orçamento das universidades federais é essencial para que o novo PNE se torne uma política de Estado efetiva, evitando que se transforme em um documento sem impacto real na sociedade.
O Brasil necessita de um plano educacional que vá além de promessas. É fundamental que as metas sejam realistas, com prazos exequíveis e financiamento compatível com os desafios enfrentados. A união da sociedade civil pode ser crucial para garantir que as instituições públicas de ensino superior recebam o apoio necessário, promovendo um futuro mais justo e acessível para todos.

A adoção de inteligência artificial nas empresas brasileiras saltou de 12% em 2024 para 25% em 2025, segundo a Bain & Company. EXAME e Saint Paul oferecem um curso acessível em IA por R$ 37, com foco em otimizar o aprendizado.

GDF Mais Perto do Cidadão promoveu evento no Gama, inaugurando espaço sensorial para autistas e anunciando centro de referência, com mais de 300 mil atendimentos realizados.

Celebridades revelam diagnósticos de TDAH, promovendo conscientização sobre o transtorno. O médico João Borzino destaca a importância do diagnóstico correto e do tratamento adequado para melhorar a qualidade de vida.

Inscrições abertas para o projeto Eu Sou Músico em São Sebastião. Jovens a partir de 16 anos podem se inscrever até 10 de maio para audições em maio. O curso, com duração de oito meses, inclui aulas de técnica vocal e composição, além de mentorias e ajuda de custo. A iniciativa visa fomentar talentos locais e aumentar a autoestima da comunidade.

A era digital intensifica a desinformação e a superficialidade, alertam especialistas como Jonathan Haidt e Umberto Eco. A desigualdade cognitiva no Brasil exige educação crítica e letramento digital urgente.

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