Brasil investiu R$ 490 bilhões em educação pública básica em 2022, revertendo queda anterior e representando 4,9% do PIB, com média de R$ 12,5 mil por aluno em 2023.

O Brasil investiu R$ 490 bilhões em 2022 na educação pública básica, que abrange o Ensino Infantil, Fundamental e Médio. Esse valor corresponde a 4,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, sendo o maior montante desde 2013, quando as despesas totalizaram R$ 453 bilhões, ou 5% do PIB. Os dados de 2022 indicam uma recuperação nas despesas, após os R$ 391 bilhões registrados em 2020 e R$ 398 bilhões em 2021, conforme o Anuário Brasileiro de Educação 2024, elaborado por Ursula Peres, pesquisadora do Centro de Estudos da Metrópole (CEM).
Entre 2013 e 2022, as despesas do governo com educação cresceram 8%, considerando valores deflacionados. A educação básica representou 73,8% do total de gastos em 2022, somando R$ 361 bilhões. O percentual de despesas em relação ao PIB caiu para 4,2% em 2021, mas voltou a subir para 4,9% em 2022. O aumento no investimento por aluno foi significativo, com uma média de R$ 12,5 mil em 2023, comparado a R$ 8,3 mil em 2013, impulsionado pela reforma do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
O Fundeb, que prevê um aumento gradual na contribuição da União, passou de 10% em 2020 para uma meta de 23% até 2026. A pesquisadora Peres destaca que a arrecadação de impostos, especialmente durante a crise econômica de 2015 a 2017, impactou diretamente as despesas com educação. A Emenda do Teto de Gastos também limitou os recursos federais, mas a recuperação econômica e a pandemia influenciaram as despesas nos anos seguintes.
Em 2022, o aumento da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e a aprovação do novo Fundeb contribuíram para o crescimento das despesas educacionais. Os dados sobre gastos por aluno variam significativamente entre os Estados. Em 2023, a média nacional foi de R$ 12,5 mil, com Roraima apresentando o maior gasto, de R$ 15,4 mil, e o Amazonas, o menor, com R$ 9,9 mil.
Os gastos por aluno no Nordeste variaram de R$ 10,2 mil no Maranhão e Alagoas a R$ 12 mil na Paraíba. No Sudeste, São Paulo gastou R$ 15,3 mil, enquanto Minas Gerais teve um gasto de R$ 11,4 mil. No Sul, Santa Catarina registrou R$ 12,7 mil e o Rio Grande do Sul, R$ 10,7 mil. O aumento dos recursos destinados à educação básica é crucial, considerando que o Brasil ainda apresenta um baixo investimento por aluno em comparação a outros países.
Em 2021, o Brasil investiu cerca de US$ 3,7 mil por aluno na educação básica, enquanto a média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) foi de US$ 11,9 mil. A Noruega lidera com US$ 17,8 mil, seguida pelos Estados Unidos e Suíça. Diante desse cenário, é fundamental que a sociedade civil se mobilize para apoiar iniciativas que visem melhorar a educação no país, garantindo que mais crianças e jovens tenham acesso a uma educação de qualidade.

Curso de Letramento Racial capacita professores em práticas antirracistas no DF. A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal promove, em 16 de abril, um curso para 37 educadores no Centro Educacional 04 do Guará, visando combater o racismo estrutural e fomentar a diversidade nas escolas.

O Nupens, da USP, destaca-se na produção científica brasileira, com cinco pesquisadores entre os mais citados do país, e inovações como o conceito de ultraprocessados, que relaciona alimentação a doenças crônicas.

A Universidade Guarulhos (UNG) oferece até 30 de julho mais de 3 mil vagas em cursos gratuitos de um dia, com certificação, em áreas como Saúde, Tecnologia e Comunicação. Os cursos visam qualificação profissional e ocorrem no campus Centro.

O Governo do Distrito Federal anunciou um aumento nos repasses para creches conveniadas, visando melhorar a qualidade do atendimento e reduzir o déficit de vagas. O governador Ibaneis Rocha destacou que o investimento de 59,99% para Berçário I e 14,28% para Berçário II é estratégico para zerar a fila de 26 mil crianças fora do sistema. A secretária de Educação, Helvia Paranaguá, ressaltou que a medida corrige desigualdades nos repasses e deve atrair mais instituições para atender a demanda.

Especialistas alertam sobre a importância da higiene bucal infantil, enfatizando cuidados desde os 3 meses e consultas regulares ao dentista para prevenir problemas futuros. A saúde bucal na infância é crucial.

Estão abertas as inscrições para quinze oficinas online gratuitas do projeto 'High Tech Course', que visa a inclusão digital e profissional de jovens e adultos. As aulas, promovidas pela Secti-DF e AJA Brasil, abrangem temas como informática, design e empreendedorismo, com certificação ao final.