A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou a previsão da safra de grãos para 345 milhões de toneladas, mas enfrenta um desafio: 40% da colheita não possui armazenamento adequado. A falta de armazéns é um problema crônico, com apenas 62% da produção sendo estocada. Em Mato Grosso, produtores recorrem a métodos improvisados, como bolsões de plástico, enquanto uma cooperativa investe R$ 24 milhões em novos silos. A Conab reconhece a urgência de novos investimentos em infraestrutura.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou sua previsão para a safra de grãos deste ano, elevando-a para 345 milhões de toneladas. Se confirmada, essa será a maior produção de soja, milho e arroz da história do Brasil. Contudo, um desafio significativo se apresenta: quase 40% da colheita não possui local adequado para armazenamento.
A falta de armazéns é um problema crônico no país, onde apenas 62% da produção consegue ser estocada. O Brasil conta com cerca de 12 mil armazéns, mas a capacidade é insuficiente para atender a demanda crescente. Apenas 16% dos produtores rurais têm galpões em suas propriedades, o que agrava a situação.
Em Mato Grosso, por exemplo, agricultores têm recorrido a soluções improvisadas, como o uso de bolsões de plástico para armazenar o milho. O caso de Orcival Guimarães ilustra bem essa realidade: metade de sua produção permanece exposta ao tempo, devido à falta de espaço adequado.
Uma cooperativa local está investindo R$ 24 milhões na construção de seis silos, buscando mitigar o problema de armazenamento. A Conab reconhece a urgência de investimentos na construção de novos armazéns para garantir que a produção não se perca e que os agricultores possam maximizar seus lucros.
O aumento da produtividade é motivo de celebração, mas também revela a fragilidade da infraestrutura de armazenamento no Brasil. A situação atual exige uma resposta rápida e eficaz para evitar perdas significativas na colheita e garantir a segurança alimentar.
Nessa conjuntura, a mobilização da sociedade civil pode ser crucial para apoiar iniciativas que visem melhorar a infraestrutura de armazenamento no campo. Projetos voltados para a construção de armazéns e a capacitação de produtores podem fazer a diferença e garantir que a produção agrícola brasileira alcance seu pleno potencial.

Melgaço, no Pará, enfrenta grave crise devido a onda de calor extremo em 2024, com temperaturas acima de 38°C, afetando saúde e economia local, além de agravar a escassez de água potável. A cidade, já vulnerável, precisa urgentemente de investimentos em infraestrutura para proteger sua população.

O governo brasileiro enfrenta críticas sobre os altos preços de hospedagem para a COP30 em Belém, mas a ministra Marina Silva garante que delegações de países vulneráveis estarão presentes. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que o governo está trabalhando para reduzir os custos das acomodações, assegurando a participação de delegações de nações afetadas pelas mudanças climáticas.
Um levantamento recente indica que 282 mil quilômetros quadrados no Brasil, principalmente na Bahia, Pernambuco, Paraíba e Piauí, enfrentam aridez permanente, exigindo ações imediatas contra a crise climática. Especialistas alertam que a mudança no clima afeta chuvas, acesso à água, produção de alimentos e geração de energia, com riscos crescentes de escassez. Medidas urgentes são necessárias para mitigar os impactos e restaurar áreas degradadas.

Neste domingo (1º), manifestações em oito capitais do Brasil expressaram apoio à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e protestaram contra o polêmico PL 2159/2021, que flexibiliza o licenciamento ambiental. Os atos destacaram a insatisfação com a falta de apoio do governo Lula e a desvalorização da ministra no Senado, onde enfrentou ataques. Ambientalistas alertam que o projeto pode agravar a exploração de recursos naturais e comprometer a proteção ambiental.

Cascas de banana, frequentemente descartadas, podem ser transformadas em um fertilizante líquido rico em nutrientes para plantas. O método simples envolve deixá-las de molho em água por 48 horas, proporcionando um crescimento saudável e revitalização das folhas.

Produtores de cacau na Amazônia enfrentam seca extrema em 2024, com escassez hídrica nos rios Xingu e Iriri, forçando adaptações nas práticas agrícolas e diversificação de culturas. A situação ameaça a produção e a qualidade do cacau, essencial para a economia local.