Na mesa "O Brasil no espelho" da 23ª Festa Literária Internacional de Paraty, Tiago Rogero e Ynaê Lopes dos Santos abordaram racismo e mestiçagem, defendendo reparações e cotas sociais. O público aplaudiu a discussão sobre a imagem negativa do Brasil e a urgência de mudanças sociais.

A mesa "O Brasil no espelho" foi um dos destaques da 23ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), realizada no dia 1º de agosto. O evento contou com a presença do jornalista Tiago Rogero e da historiadora Ynaê Lopes dos Santos, mediada pela escritora Juliana Borges. Os participantes discutiram a imagem negativa do Brasil relacionada ao racismo e à mestiçagem, ressaltando a urgência de reparações financeiras e a importância das cotas sociais.
Tiago Rogero, correspondente do jornal britânico The Guardian na América do Sul, trouxe à tona a questão da percepção do povo brasileiro. Ele afirmou que, ao se olhar no espelho, o Brasil não verá uma imagem agradável. Rogero citou uma reportagem recente sobre refugiados cubanos em Curitiba, onde muitos relataram que os brasileiros são fechados, especialmente com imigrantes afrodescendentes.
Ynaê Lopes dos Santos, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), destacou que o racismo é uma lógica de organização social que moldou a modernidade. Em seu livro, ela analisa como Rio de Janeiro e Havana se tornaram centros da escravidão no século XIX, argumentando que a Revolução Industrial na Europa foi sustentada pela escravidão nas Américas.
Durante a discussão, Ynaê defendeu as cotas sociais, afirmando que elas são essenciais para transformar a vida da população negra no Brasil. Ela enfatizou que a luta por igualdade não deve ser vista como uma divisão, mas como uma busca por justiça social. Rogero complementou que as cotas beneficiam não apenas negros, mas também pessoas de baixa renda, indígenas e com deficiência.
Os palestrantes também abordaram a necessidade de reparações financeiras pelas violências históricas contra a população negra. Juliana Borges, ao mencionar o poeta Paulo Leminski, provocou um debate sobre a mestiçagem, questionando a ideia de que ela representa harmonia. Ynaê argumentou que a mestiçagem é frequentemente associada a mitos que encobrem a violência histórica que a gerou.
A mesa foi encerrada com aplausos de pé do público, refletindo a relevância das discussões apresentadas. A necessidade de ações concretas para reparar injustiças sociais e promover igualdade é urgente. Nessa situação, nossa união pode ajudar os menos favorecidos a conquistar um futuro mais justo e igualitário.

Em 2022, apenas 25,4% dos presos brasileiros trabalhavam, apesar de ser a maior taxa desde 2018. O governo federal busca aumentar essa ocupação com a compra de maquinários para as prisões.

O influenciador Felca gerou um grande debate ao publicar um vídeo de 50 minutos sobre a "adultização" de crianças nas redes sociais, alcançando 36 milhões de visualizações em uma semana. A repercussão levou a ações do Ministério Público e a propostas de lei no Congresso, destacando a necessidade de proteção infantil online. Mesmo sem monetizar o vídeo, Felca se consolidou como uma voz relevante no tema.

A Cia Navega Jangada estreia "O Varal" em São Bernardo do Campo no dia 11 de junho, com apresentações gratuitas em São Paulo, explorando a maternidade de forma íntima e visceral. O espetáculo, dirigido por Talita Cabral, aborda os desafios e as belezas da maternidade real, com intérprete de Libras e audiodescrição em algumas sessões.

Lázaro Ramos provocou debates ao criticar a licença-paternidade de apenas 5 dias no Brasil, destacando a necessidade de mudança cultural e legal para promover a igualdade de gênero nos cuidados infantis.

Ana Jorge, modelo angolana, chega ao Brasil para trabalhos em São Paulo, destacando-se como voz de mulheres negras e imigrantes. Sua trajetória de superação inspira muitos a buscarem dignidade e oportunidades.

Pesquisadores do Biobanco da USP analisam cérebros de boxeadores Éder Jofre e Maguila, revelando que Jofre apresentou sintomas de doenças neurológicas 20 anos após Maguila, sugerindo fatores protetivos.