Meio Ambiente

Brasil se prepara para a COP30 com desafios nas negociações climáticas e busca por metas efetivas

O Brasil se prepara para sediar a COP30 em novembro de 2023, enfrentando desafios nas negociações climáticas e buscando consenso no Brics sobre metas e financiamento. O presidente Lula destaca a urgência de ações concretas.

Atualizado em
May 3, 2025
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André Correa do Lago, presidente da COP 30 — Foto: Matheus Campos/Amcham

O Brasil será o anfitrião da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em novembro de 2023. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta desafios logísticos e de negociações climáticas, especialmente após a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris. Para liderar a conferência, foi nomeado o diplomata André Correa do Lago, conhecido por sua experiência em negociações ambientais.

Em entrevista, Correa do Lago destacou que a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris impactará as discussões na COP30. O acordo, firmado em 2015, estabelece medidas para conter o aquecimento global, e a ausência da maior economia do mundo pode influenciar outros países a não cumprirem suas obrigações climáticas.

Faltando sete meses para a COP30, o governo brasileiro já identificou desafios nas negociações, incluindo a apresentação das Metas de Contribuição Nacionalmente Determinadas (NDCs) e a necessidade de financiamento climático. Até agora, apenas dezenove dos 195 países signatários do Acordo de Paris apresentaram suas NDCs, o que representa cerca de dez por cento do total esperado.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, enfatizou a importância de que as NDCs sejam apresentadas até setembro de 2023, destacando que sem essas metas, não é possível medir o progresso climático global. O Brasil e a ONU estão mobilizando esforços para garantir que os países cumpram esse prazo, já que as NDCs são fundamentais para a redução das emissões de gases do efeito estufa.

Outro ponto crítico é o financiamento climático. Um estudo apresentado na COP29 estimou que serão necessários US$ 1,3 trilhão até 2035 para financiar ações de combate às mudanças climáticas. O compromisso de US$ 300 bilhões assumido na COP29 foi considerado insuficiente, e países em desenvolvimento, como o Brasil, pedem que nações mais ricas contribuam mais, devido à sua histórica responsabilidade nas emissões.

Além disso, a dependência global de combustíveis fósseis, que representa cerca de setenta e cinco por cento das emissões de gases de efeito estufa, precisa ser discutida em nível internacional. Marina Silva afirmou que é essencial desenvolver um plano justo para a transição energética. A COP30 pode ser uma oportunidade para a sociedade civil se unir e apoiar iniciativas que promovam a sustentabilidade e a justiça climática, contribuindo para um futuro mais verde e equitativo.

G1 - Meio Ambiente
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