Impacto Social

Brasileiros buscam alternativas manuais para escapar da hiperconexão e melhorar a saúde mental

Jovens brasileiros buscam atividades manuais, como pintura e cerâmica, para se desconectar do uso excessivo de smartphones, que chega a cinco horas diárias, visando melhorar a saúde mental.

Atualizado em
June 25, 2025
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Estudante de medicina, Isadora Presot conta que reduziu drasticamente o tempo diante da tela do celular, depois que começou a pintar - (crédito: Fotos: Guilherme Felix CB/DA Press)

Uma pesquisa da plataforma Data.AI revelou que os brasileiros passam, em média, cinco horas diárias no celular, colocando o país na quinta posição global em tempo de uso. O estudo indica um aumento em relação ao ano anterior, evidenciando a hiperconexão que afeta a saúde mental da população. A psicóloga Izabelle Santos descreve esse fenômeno como um estado de constante conexão, onde a presença online se torna habitual, muitas vezes sem necessidade real, gerando ansiedade e desconforto ao se desconectar.

Em resposta a esse cenário, muitos jovens brasileiros têm buscado atividades manuais como pintura e cerâmica para se desconectar das telas e melhorar o bem-estar. O artista plástico e arteterapeuta Jean Fernando observa que a procura por arteterapia tem crescido entre aqueles que se sentem viciados em dispositivos digitais. Ele destaca que essas práticas ajudam a retomar o tempo para si e a encontrar equilíbrio emocional.

A estudante de medicina Isadora Presot, de 26 anos, relata que a pintura se tornou uma forma de reconexão consigo mesma. Ela começou a praticar com mais frequência ao perceber que o uso excessivo do celular gerava ansiedade. Isadora afirma que a atividade a ajudou a reduzir o tempo em frente às telas e a canalizar melhor sua energia, permitindo que se sentisse mais calma e focada.

O médico neurologista Marcelo Masruha alerta que a hiperestimulação causada pelo uso excessivo de telas pode dificultar a concentração e afetar a memória. Ele observa que essa condição está associada ao aumento de sintomas como déficit de atenção, ansiedade e depressão, especialmente entre adolescentes. Para ele, atividades offline são essenciais para reequilibrar os sistemas cognitivos e emocionais.

Larissa de Pádua, de 21 anos, decidiu iniciar a confecção de cerâmicas frias como um novo passatempo. Ela percebeu que o tempo excessivo diante das telas estava prejudicando seus estudos e sua concentração. Desde que começou a trabalhar com cerâmicas, Larissa notou uma melhora significativa em sua capacidade de foco e uma redução no tempo gasto no celular.

Além disso, os livros de colorir da Bobbie Goods têm se tornado populares entre os jovens, oferecendo uma alternativa relaxante longe das telas. A estudante Ana Paula Pimenta, de 21 anos, encontrou na pintura uma forma de escapar da dispersão causada pelo uso do celular. Essas iniciativas mostram como a busca por hobbies manuais pode ser uma solução eficaz para melhorar a qualidade de vida. Projetos que incentivem essas práticas podem ter um impacto positivo na saúde mental da sociedade.

Correio Braziliense
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