O Cade suspendeu a Moratória da Soja em dez dias, alegando anticompetitividade, o que gera controvérsia entre produtores e ambientalistas sobre a proteção da Amazônia. Consequências podem incluir multas de até R$ 2 bilhões.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou que traders de soja suspendam a Moratória da Soja em um prazo de dez dias. A decisão, anunciada em 19 de agosto de 2025, é parte de um processo administrativo contra as associações e empresas signatárias do acordo, que visa proteger a Amazônia ao impedir a compra de soja de produtores que desmatam a região desde julho de 2008. O Cade considera que o pacto é anticompetitivo e prejudica a exportação de soja.
A Moratória da Soja, assinada em 2006, tem o objetivo de proteger a floresta amazônica. No entanto, o Cade argumenta que o acordo resulta em condições de mercado desvantajosas para os comerciantes, que podem enfrentar preços mais altos e menos opções. A Superintendência-Geral do Cade afirmou que a prática pode levar a uma competição desleal, impactando negativamente o setor.
A decisão do Cade foi motivada por uma investigação preliminar, iniciada após uma solicitação do comitê de agricultura da Câmara dos Deputados em agosto de 2024. Em dezembro do mesmo ano, a Aprosoja-MT, que representa os produtores de soja em Mato Grosso, apresentou uma denúncia formal contra a moratória. A medida divide opiniões entre os setores envolvidos, com defensores e críticos do acordo.
As empresas que fazem parte do grupo de trabalho da Moratória, incluindo a Anec e a Abiove, têm dez dias para cumprir a determinação do Cade. A decisão também proíbe a coleta e o compartilhamento de informações sensíveis sobre o comércio de soja. Além disso, o Cade ordenou a retirada de informações sobre a moratória de sites e publicidades online.
O Greenpeace criticou a decisão, afirmando que ela resulta de pressões do setor agropecuário e compromete quase duas décadas de avanços na proteção ambiental. A WWF Brasil também expressou preocupação, destacando que a suspensão da moratória pode levar à expansão desordenada da agropecuária na Amazônia, colocando em risco a floresta e o futuro do Brasil.
Enquanto isso, a Aprosoja-MT considerou a decisão do Cade como um marco histórico, alegando que o acordo impunha barreiras comerciais injustas. A Anec manifestou preocupação e afirmou que tomará medidas para contestar a decisão. Em meio a essa controvérsia, é essencial que a sociedade civil se una em apoio a iniciativas que promovam a proteção ambiental e a sustentabilidade, garantindo um futuro mais seguro para a Amazônia.

A Unilever inicia a operação com biometano em sua fábrica de Vinhedo (SP), eliminando as emissões de carbono de suas caldeiras e reduzindo em três mil toneladas a emissão de CO2 anualmente. A parceria com a Ultragaz viabiliza essa transição energética, contribuindo para a sustentabilidade e a descarbonização da indústria brasileira.

Brasília avança com o programa "Vai de Bike", que prevê a construção de 270 quilômetros de ciclovias, visando melhorar a mobilidade urbana e a segurança dos ciclistas na capital. A participação da população na atualização do Plano Diretor de Transporte Urbano é fundamental para garantir infraestrutura adequada e conscientização no trânsito.

Em Arraial do Cabo, uma embarcação colidiu com uma baleia, gerando indignação entre os turistas. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o ICMBio investigam o caso, mas não há ferimentos graves registrados na baleia.

Desmatamento na Amazônia Legal cresceu 18% entre agosto de 2024 e março de 2025, totalizando 2.296 km², enquanto a degradação florestal aumentou 329%, atingindo 34.013 km², a maior taxa em 15 anos. O aumento alarmante ocorre em um ano crucial, com o Brasil se preparando para sediar a COP-30 em novembro. O governo Lula, que se comprometeu a zerar o desmatamento até 2030, enfrenta um desafio crescente, especialmente em estados como Pará, Mato Grosso e Amazonas.

Projeto-piloto no Pará utiliza chips para rastrear gado, buscando garantir carne sem desmatamento. Pecuaristas pedem apoio governamental para viabilizar a tecnologia e atender exigências internacionais.

O Brasil se destaca como líder em sustentabilidade ao se preparar para a COP30, com foco em implementar compromissos climáticos e engajar diversos setores. Autoridades ressaltam a importância do financiamento climático e da Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos.