Apenas 1,4% da população brasileira doa sangue regularmente, e a desinformação é um dos principais fatores. A médica hematologista Camila Gonzaga esclareceu mitos e dúvidas sobre a doação, destacando sua importância.

No Brasil, apenas 1,4% da população realiza doações de sangue regularmente, conforme dados do Ministério da Saúde. Essa baixa adesão é atribuída, em grande parte, à desinformação sobre o processo de doação. Para mudar esse cenário, campanhas como o Junho Vermelho são fundamentais, visando conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue. O Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho, é uma data que reconhece os doadores e incentiva mais pessoas a adotarem esse gesto solidário.
A escolha do mês de junho para a campanha não é aleatória. Além de coincidir com o Dia Mundial do Doador, o mês marca o início do inverno em várias regiões do Brasil, período em que as doações costumam diminuir. Para esclarecer dúvidas e combater mitos sobre a doação, a médica hematologista Camila Gonzaga, do Instituto de Oncologia de Sorocaba, respondeu a perguntas comuns sobre o tema.
Entre as dúvidas esclarecidas, destaca-se que jovens a partir de 16 anos podem doar sangue, desde que acompanhados de um responsável legal. Outro ponto importante é que o volume de sangue retirado representa menos de 10% do total do corpo e é rapidamente reposto. A doação não apresenta risco de contaminação, pois todos os materiais utilizados são estéreis e descartáveis, e o doador passa por uma triagem clínica rigorosa.
Camila também desmistificou a ideia de que é necessário estar em jejum para doar. Na verdade, recomenda-se uma alimentação leve nas 24 horas que antecedem a doação. Além disso, pessoas que tomam medicamentos devem consultar a legislação vigente para saber se podem doar. Tatuagens e piercings não são impedimentos, desde que respeitados os prazos adequados após a realização dos procedimentos.
Doar sangue traz benefícios ao doador, como a satisfação de ajudar a salvar vidas. Em alguns estados, como São Paulo e no Distrito Federal, doadores regulares podem ter isenção de taxas em concursos públicos e atestados para se ausentar do trabalho no dia da doação. No entanto, é importante ressaltar que homens podem doar até quatro vezes ao ano, enquanto mulheres podem realizar até três doações, com intervalos mínimos entre elas.
Com a necessidade constante de sangue nos bancos, é essencial que a sociedade se mobilize para aumentar o número de doadores. A união em torno dessa causa pode fazer a diferença na vida de muitos que dependem de transfusões. Projetos que incentivem a doação de sangue devem ser apoiados, pois podem ajudar a garantir que todos tenham acesso a esse recurso vital em momentos de necessidade.

A incidência de câncer cresce globalmente, com previsão de 28 milhões de novos casos até 2040. A alimentação equilibrada e o microbioma são cruciais na prevenção, enquanto dietas restritivas e álcool devem ser evitados.

O TRF-2 confirmou a indenização de R$ 150 mil a João Florencio Junior, vítima de tortura durante a ditadura, reconhecendo a imprescritibilidade dos crimes de tortura e a responsabilidade do Estado. A decisão reforça a reparação às vítimas e seus familiares.

O Senado aprovou a Política Nacional de Enfrentamento do HPV, que inclui vacinação, diagnósticos e tratamentos, visando reduzir a incidência da infecção e seus tipos cancerígenos. A proposta agora aguarda sanção do presidente Lula.

Campanha Maio Furta-Cor e Ambulatório de Saúde Mental Perinatal do Hmib no DF oferecem suporte psicológico a gestantes e puérperas, visando combater a depressão e promover o bem-estar emocional.

O Nupens, da USP, lidera pesquisas que moldam políticas de saúde no Brasil, como o Vigitel e o NutriNet Brasil, que investiga os efeitos da alimentação na saúde de 200 mil brasileiros. O NutriNet Brasil, iniciado em 2020, visa entender o impacto do consumo de ultraprocessados na saúde, com acompanhamento de participantes em todo o país. A iniciativa busca promover intervenções para melhorar hábitos alimentares e reduzir doenças crônicas.

O cantor Ferrugem, aos 36 anos, perdeu 45 quilos por meio de reeducação alimentar, após descobrir que sua idade biológica era de 78 anos, melhorando sua saúde e performance nos shows. A mudança foi impulsionada por problemas de saúde e o apoio da esposa, resultando em maior disposição e controle vocal.