Em 2024, as três melhores escolas do Enem no Ceará são particulares, com notas acima de 720, enquanto a primeira pública está em 12º lugar. Especialistas alertam sobre a influência socioeconômica nos resultados.

As três instituições de ensino com melhor desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 são particulares do Ceará, conforme um ranking elaborado pela Folha com dados do Ministério da Educação (MEC). Os colégios Farias Brito, Christus e Ari de Sá Cavalcante obtiveram notas médias superiores a 720, quase 200 pontos acima da média nacional, que é de 510. A primeira escola pública na lista aparece apenas na 12ª posição, sendo o Colégio Naval, em Angra dos Reis (RJ), administrado pela Marinha.
Na prova de redação, o Colégio Apogeu, localizado em Juiz de Fora (MG), destacou-se com a melhor média, alcançando 931 pontos, quase 300 acima da média nacional de 635. As instituições privadas Ipiranga, em Petrópolis (RJ), e Regina Coeli, em Veranópolis (RS), também se destacaram, com médias acima de 929. A primeira escola pública no ranking de redação ocupa a 35ª posição, sendo a Escola Estadual de Educação Profissional Marta Maria Giffoni de Sousa, em Acaraú (CE).
Embora os rankings sejam utilizados como critério de qualidade, especialistas alertam sobre suas limitações. O MEC deixou de divulgar a média das notas das escolas em 2016, citando que a informação estava sendo explorada comercialmente. Luciano Mendes de Faria Filho, professor titular aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), afirma que as notas do Enem muitas vezes refletem o investimento em um tipo específico de educação, que pode não corresponder às expectativas dos pais.
Faria Filho destaca que a escolha da escola deve considerar fatores como a proposta pedagógica, o engajamento da comunidade escolar e a diversidade social. Ele observa que as escolas particulares atendem, em média, aos 10% mais ricos da população, e as diferenças nos resultados refletem esse recorte de classe. Cláudia Costin, ex-diretora de educação do Banco Mundial, acrescenta que muitas escolas públicas com bom desempenho também selecionam seus alunos, como as mantidas por universidades federais e instituições militares.
Costin reconhece que as escolas cearenses com melhores notas têm uma preocupação especial na preparação para o Enem, utilizando apostilas bem desenvolvidas e um aprofundamento no modelo do exame. Ela acredita que a posição do Ceará no ranking é resultado de políticas públicas que favorecem a excelência escolar e um bom projeto preparatório nas instituições de ensino.
Além de políticas educacionais, Faria Filho ressalta que o desempenho no Enem está ligado a fatores econômicos, como transferência de renda e valorização do salário mínimo. Ele sugere a construção de indicadores mais complexos que considerem o contexto e a diversidade das práticas pedagógicas. Nessa situação, nossa união pode ajudar a promover melhorias na educação, apoiando iniciativas que busquem a excelência e a inclusão nas escolas.

Ana Clara Batista, estudante de 17 anos, foi a primeira a assumir o cargo de primeira-dama por um dia, destacando a importância da representatividade feminina na política. O programa Meninas em Ação visa empoderar jovens em cargos de liderança.

O Ministério da Educação enfrenta sérios atrasos na aquisição de livros didáticos, com apenas 23 milhões de 59 milhões encomendados para o ensino fundamental e um orçamento insuficiente de R$ 2,04 bilhões.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie oferece quinze cursos online gratuitos, com carga horária de quatro a oito horas e certificado digital, visando capacitar profissionais em diversas áreas. Os interessados podem se inscrever sem limite e avançar conforme sua disponibilidade, promovendo aprendizado acessível e fortalecimento do currículo.

O desempenho médio dos alunos do ensino público no Enem alcançou 514 pontos em 2024, com um aumento na participação de 84%, mas a presença entre as 500 melhores escolas caiu para 21. A qualidade do ensino público ainda é uma preocupação.

Neste domingo, a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) aplica o Exame Nacional da Magistratura (Enam), com 42.905 inscritos, incluindo 7.633 negros e 1.971 com deficiência. A prova, com 80 questões, exige 70% de acertos para a ampla concorrência e 50% para grupos minoritários.

Estudo revela que alunos brasileiros em escolas com mais de 80% de professores em tempo integral têm um ganho de dez pontos em matemática, destacando a necessidade de políticas que equilibrem a carga horária dos docentes.