A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) critica projeto de lei que flexibiliza licenciamento ambiental, considerando-o um retrocesso e ameaça aos direitos constitucionais dos brasileiros. O texto fragiliza a proteção dos biomas e compromete os compromissos do Brasil no Acordo de Paris, alertam especialistas.

O projeto de lei que flexibiliza o licenciamento ambiental no Brasil está prestes a ser votado na Câmara dos Deputados, e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) o classifica como um grave retrocesso na proteção ambiental. Em um manifesto, a SBPC alerta que a proposta fragiliza as regras de análise e fiscalização em um momento crítico, onde quatro biomas brasileiros estão próximos de pontos de não retorno, comprometendo a biodiversidade e o bem-estar da população.
Os cientistas afirmam que o projeto é incompatível com os compromissos do Brasil no Acordo de Paris, que busca limitar o aquecimento global. O documento destaca que a aprovação do texto pode colocar em risco a liderança do Brasil nas discussões sobre mudanças climáticas, especialmente com a COP 30 programada para ocorrer em Belém do Pará no final do ano.
Paulo Artaxo, professor da Universidade de São Paulo (USP) e membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), enfatiza que a aprovação do projeto resultaria em degradação ambiental significativa, afetando o acesso à água e aumentando o desmatamento. Ele critica a falta de diálogo entre o Congresso e a comunidade científica, alertando que as decisões atuais ignoram o conhecimento científico e os compromissos de redução de emissões de gases de efeito estufa.
O manifesto da SBPC aponta que o projeto ameaça a Constituição Federal e os direitos dos brasileiros, além de ser uma afronta à ciência. Entre os principais problemas identificados estão o aumento potencial de emissões de carbono, a dispensa de licenciamento para o agronegócio e a desvinculação do licenciamento da outorga de uso da água, o que pode comprometer as Unidades de Conservação.
Outro ponto crítico é a criação da Licença Ambiental Especial (LAE), que facilitaria a autorização de empreendimentos potencialmente prejudiciais ao meio ambiente. Essa proposta, sugerida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pode abrir caminho para projetos de exploração, como os de petróleo na Margem Equatorial, que impactariam áreas sensíveis como a Foz do Amazonas.
Os cientistas concluem que as alterações propostas favorecem interesses particulares em detrimento da proteção ambiental, ignorando a gravidade da crise climática. Em um contexto de emergência climática, é fundamental que a sociedade civil se mobilize para apoiar iniciativas que promovam a preservação do meio ambiente e a defesa dos direitos fundamentais dos cidadãos, garantindo um futuro sustentável para todos.

A ANP sancionou 33 distribuidoras de combustíveis por não cumprirem as metas de Créditos de Descarbonização (CBios), restringindo suas operações e impondo multas severas. A medida visa reforçar o RenovaBio e garantir a equidade no setor.

Ministério reconhece emergência em Mucugê, Bahia, por estiagem, liberando recursos federais. O reconhecimento da situação de emergência permite à prefeitura solicitar apoio do Governo Federal para ações de defesa civil, como distribuição de alimentos e kits de higiene. A Bahia já contabiliza 84 reconhecimentos de emergência, sendo 64 por estiagem.

Um caminhão tombou em Jundiaí, derramando corante em um córrego e no lago do parque Jardim Botânico Tulipas, resultando em patos azuis. A prefeitura resgata os animais afetados e avalia os impactos ambientais.

Thelma Krug, vice-presidente do IPCC, alerta sobre a fragilidade do Acordo de Paris e os desafios da COP30 no Brasil, destacando a urgência da justiça climática e a preservação das florestas tropicais. A cientista enfatiza a necessidade de um plano estratégico para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, que afetam diretamente o Brasil.

Estudo revela que ondas de calor intensas reduziram as populações de aves em regiões tropicais em até 38% desde 1950, exigindo novas estratégias de conservação para proteger a biodiversidade ameaçada.

Estudos sobre a fauna e flora do Lago Paranoá são urgentes, com foco em capivaras e carrapatos, para garantir a preservação do ecossistema e a qualidade da água, segundo especialistas e o Ibram.