Tim Friede, após mais de 20 anos injetando veneno de cobras, teve anticorpos identificados que protegem camundongos contra venenos de 19 espécies, abrindo caminho para um antídoto seguro para humanos.

Um experimento inusitado realizado por um entusiasta de cobras dos Estados Unidos resultou em um avanço significativo na pesquisa sobre venenos. Tim Friede, que injetou veneno em si mesmo por mais de duas décadas, teve anticorpos em seu sangue identificados por cientistas como capazes de proteger camundongos contra toxinas de dezenove espécies de cobras. A pesquisa foi publicada na revista científica Cell e liderada por Jacob Glanville, especialista em imunologia computacional.
Friede, conhecido por sua curiosidade extrema, acumulou mais de oitocentas injeções de venenos letais e afirma ter sido picado intencionalmente mais de duzentas vezes. Seu objetivo era treinar seu sistema imunológico para resistir a ataques de serpentes venenosas. Apesar de enfrentar reações severas, como febres altas e convulsões, ele sobreviveu e agora sua experiência se torna um ativo valioso para a ciência.
Os pesquisadores identificaram dois anticorpos, LNX-D09 e SNX-B03, que demonstraram capacidade de neutralizar neurotoxinas de elapídeos, um grupo que inclui cobras como mambas-negras e najas. Em testes laboratoriais, um coquetel formado por esses anticorpos, combinado com o medicamento varespladib, protegeu completamente camundongos expostos ao veneno de treze das dezenove espécies analisadas, prolongando a vida dos animais nos outros seis casos.
Um dos principais benefícios dessa pesquisa é a redução dos riscos associados aos tratamentos tradicionais, que geralmente utilizam antídotos derivados de cavalos e ovelhas, os quais podem causar efeitos colaterais graves em humanos. Os anticorpos humanos apresentam menor probabilidade de causar rejeição e complicações imunológicas, um problema comum com antídotos de origem animal.
Os pesquisadores buscam desenvolver um antídoto eficaz que possa ser administrado em hospitais, mesmo em locais com infraestrutura limitada. Atualmente, os antídotos disponíveis são específicos para grupos restritos de espécies, o que representa um desafio em regiões onde picadas de cobra são comuns. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até cento e trinta e oito mil pessoas morram anualmente devido a picadas de cobra, muitas em áreas rurais.
Embora o novo antídoto tenha mostrado eficácia contra venenos de elapídeos, ainda não apresenta resultados positivos contra víboras, que causam danos ao sistema circulatório. Os pesquisadores estão avançando para a próxima fase do estudo, visando neutralizar esse tipo de toxina. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que busquem desenvolver soluções eficazes e acessíveis para o tratamento de picadas de cobra.

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