Pesquisadores da USP e UFPB descobriram alta resistência a antibióticos em Streptococcus agalactiae, com mais de 80% das amostras analisadas mostrando resistência, além de uma nova linhagem preocupante. A situação exige vigilância e novas estratégias de prevenção.

Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) descobriram uma preocupante resistência a antibióticos na bactéria Streptococcus agalactiae, conhecida como estreptococo do grupo B (GBS). A análise de 101 amostras coletadas em João Pessoa (PB) entre 2018 e 2022 revelou que mais de 80% das amostras apresentaram resistência a pelo menos um antibiótico, com destaque para a tetraciclina.
Além disso, cerca de 9% das amostras eram resistentes à eritromicina e aproximadamente 7% não respondiam à clindamicina, um medicamento utilizado em casos de alergia à penicilina. Uma cepa específica, chamada MA06, demonstrou múltiplas formas de resistência, enquanto outras mostraram semelhanças com bactérias encontradas em animais, indicando uma possível troca de material genético entre as espécies.
Os pesquisadores também identificaram uma nova linhagem da bactéria, denominada ST1983, que possui características genéticas distintas das variantes comuns em humanos. Parte do material genético dessa linhagem é similar ao de bactérias presentes em animais, como vacas e porcos, levantando preocupações sobre a transmissão entre humanos e animais, o que pode dificultar o controle da infecção.
Embora a maioria das variantes identificadas esteja coberta por vacinas em desenvolvimento, duas amostras não se enquadraram nas categorias conhecidas, reforçando a necessidade de vigilância contínua. O professor Vinícius Pietta Perez, da UFPB, destacou que as diretrizes internacionais para triagem e uso de antibióticos durante o parto ainda não foram amplamente adotadas no Brasil, o que compromete a prevenção de infecções neonatais.
A resistência crescente a antibióticos e a possibilidade de origem animal das novas linhagens representam um desafio significativo para hospitais e maternidades. Os protocolos de prevenção atuais, que incluem a administração de antibióticos durante o parto, podem se tornar menos eficazes com o tempo, exigindo novas estratégias de prevenção e tratamento.
A pesquisa enfatiza a importância de investimentos em vacinas e em estudos que monitorem o comportamento da bactéria em diversas regiões do Brasil. A união da sociedade civil pode ser crucial para apoiar iniciativas que visem à saúde de gestantes e recém-nascidos, especialmente em um cenário de crescente resistência bacteriana.

Aumento de 30% nos casos de doenças respiratórias em Niterói preocupa autoridades e cidadãos. A vacinação contra a gripe é essencial para conter a propagação do vírus e evitar complicações graves.

O Ministério da Saúde credencia hospitais privados e filantrópicos para o programa Agora Tem Especialistas, visando reduzir filas no SUS com créditos financeiros em troca de serviços. A iniciativa, com limite de R$ 2 bilhões/ano, permite que instituições regularizem dívidas e ofereçam atendimentos em áreas prioritárias.

Campo Grande (MS) confirmou mais um caso de morcego com raiva, totalizando nove em 2025, superando os seis do ano anterior. A prefeitura alerta sobre a gravidade da doença e a proteção legal dos morcegos.

O Brasil enfrenta um aumento alarmante nos casos de câncer de vulva, com diagnósticos subindo de 405 em 2013 para 1.436 em 2023. Sintomas como coceira e feridas devem ser avaliados por médicos.

Sala de palivizumabe na Policlínica do Gama já aplicou 110 doses em crianças. A unidade, revitalizada em dezembro de 2024, oferece atendimento especializado e medidas de prevenção contra infecções respiratórias.

Um estudo inédito revela que dengue e chikungunya, consideradas infecções de baixa letalidade, causam significativa perda de anos de vida, especialmente entre grupos vulneráveis no Brasil. A pesquisa, realizada por instituições renomadas, destaca desigualdades regionais e étnicas, com mortes mais precoces em populações do Norte e Nordeste. A necessidade de melhorar a vacinação e o acesso ao tratamento é urgente, pois a média de anos de vida perdidos chega a 22 anos.