A antiga sala de cinema Cine Paissandu, agora um estacionamento, será revitalizada pela artista Manoela Cezar com projeções de imagens de estradas, evocando sua história e os fantasmas do passado. Essa intervenção artística promete resgatar a memória cultural do espaço, que já foi um ícone da cidade, enquanto destaca o abandono que assola a região.

O Cine Paissandu, uma das mais icônicas salas de cinema de São Paulo, será revitalizado de forma inusitada. A artista Manoela Cezar projetará imagens de pistas e estradas na antiga tela do cinema, que há mais de duas décadas está abandonado e atualmente ocupa parte de um estacionamento. Essa intervenção artística, intitulada 'Caverna Fantasma', promete trazer à tona a história e os fantasmas do espaço, criando uma experiência visual única.
O projeto de Cezar visa provocar um "curto-circuito visual", onde o movimento das imagens contrasta com a paralisia do local. A artista busca devolver um pouco de vida a essa estrutura monumental, que já foi um símbolo de glamour no centro da cidade. As projeções ocorrerão em superfícies translúcidas, permitindo que o público explore os bastidores e as entranhas do antigo cinema.
Inaugurado no final da década de 1950, o Cine Paissandu era conhecido por seus enormes murais e infraestrutura moderna para a época, incluindo elevadores e ar-condicionado. Com o passar dos anos, o espaço enfrentou diversas transformações, tornando-se bingo, igreja e até cinema pornô, refletindo a decadência do centro de São Paulo.
O Cine Paissandu, tombado como patrimônio histórico, é um exemplo do descaso com a cultura na cidade. Sua localização em frente ao edifício Wilton Paes de Almeida, que também foi perdido para o abandono, ressalta a fragilidade do patrimônio cultural em São Paulo. O incêndio que destruiu o edifício há sete anos é um lembrete da necessidade de preservação.
A intervenção de Manoela Cezar não é apenas uma homenagem ao passado, mas também um convite à reflexão sobre o futuro do espaço cultural na cidade. Ao despertar os "fantasmas" do Cine Paissandu, a artista propõe um reencontro com as glórias que um dia sustentaram a metrópole, agora marcada pelo abandono e pela tristeza.
Projetos como o de Cezar são essenciais para revitalizar espaços culturais e promover a reflexão sobre a história urbana. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que busquem resgatar a memória e a cultura, transformando locais esquecidos em centros de criatividade e expressão.

O cânhamo se destaca como uma nova fronteira para o agronegócio brasileiro, com potencial de gerar R$ 26 bilhões anuais e 300 mil empregos, dependendo da regulamentação. O evento em São Paulo evidenciou o crescente interesse do setor agrícola na planta, que pode romper estigmas associados à cannabis.

A Prefeitura do Rio concedeu isenção de IPTU ao Instituto Pretos Novos, retroativa a 2015 e válida até 2029, corrigindo cobranças indevidas e permitindo a restituição de valores pagos. A decisão é um alívio para a instituição cultural, que preserva a memória da população negra e enfrentava a penhora do imóvel.

O Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, em 3 de julho, destaca a Lei Afonso Arinos, de 1951, que criminalizou a discriminação racial no Brasil. Apesar de 16 milhões de empreendedores negros registrados em 2024, a desigualdade persiste, com rendimentos 46,2% inferiores aos de brancos, mesmo com escolaridade similar.

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, firmou parceria com a Igreja para construir um refeitório próximo aos Arcos da Lapa, visando melhorar as condições de alimentação para cerca de 200 pessoas em situação de rua.

Mais de 73% dos custos da demência no Brasil são suportados por pacientes e cuidadores informais, totalizando R$ 87,3 bilhões em 2019. Estudo destaca a urgência de políticas públicas para apoiar esses cuidadores.

Alunos da Escola Parque da 308 Sul participaram do lançamento do livro "Gabriel em Brasília – Cidade com Asas", promovendo educação patrimonial e valorização cultural. O evento destacou a importância do patrimônio histórico e cívico da capital.