Impacto Social

Cinema indígena ganha destaque com 'Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá', que resgata memórias e histórias de luta

O documentário "Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá", dirigido por Sueli Maxakali e outros, narra a busca de Sueli por seu pai, Luiz Kaiowá, e revela as memórias de violências sofridas pelos povos indígenas. A obra destaca a reconexão familiar e a luta contínua dos guarani-kaiowá e Maxakali, transformando a câmera em um espaço de pertencimento e resistência cultural.

Atualizado em
August 11, 2025
Clock Icon
3
min
Cena do documentário 'Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá', dirigido por Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna - Divulgação

O documentário "Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá", dirigido por Sueli Maxakali e outros cineastas, explora a trajetória dos povos indígenas, com foco nos guarani-kaiowá e Maxakali. A narrativa se inicia com Sueli apresentando sua família e buscando informações sobre seu pai, Luiz Kaiowá, um xamã que reside em Mato Grosso do Sul. A obra destaca a importância da reconexão familiar e as memórias de violências enfrentadas durante a ditadura militar.

No início do filme, Sueli tenta contatar Luiz, que vive na Terra Indígena Panambizinho. Após várias tentativas, ele finalmente atende. A partir desse momento, a história se desloca para a aldeia de Luiz, onde jovens guarani-kaiowá buscam vestígios de sua trajetória. Luiz é lembrado como um andarilho que, durante a ditadura, sofreu com a remoção forçada de indígenas de suas terras.

Luiz viveu em Minas Gerais, onde constituiu família com os Tikmũ’ũn, conhecidos como Maxakali. Sueli é uma de suas filhas. Em Panambizinho, Luiz é um respeitado xamã, mas hesita em receber suas filhas após quatro décadas. A insistência dos jovens guarani-kaiowá leva Luiz a aceitar o reencontro, onde ele compartilha suas memórias de dor e resistência.

O reencontro familiar é marcado por emoções intensas, com abraços e sorrisos que revelam a alegria do retorno. A aldeia de Luiz se transforma em um espaço de celebração, com danças e cantos que reúnem a família. Este momento simboliza a tentativa de costurar de volta o que a história havia rasgado, refletindo a luta coletiva dos povos indígenas.

A história de Luiz é um retrato de muitas outras, mostrando como a violência colonial ainda impacta os corpos e as memórias dos kaiowá, Maxakali e outros povos. O filme revela semelhanças entre as culturas, destacando a importância da narrativa indígena e a forma como as histórias são contadas, respeitando seus tempos e modos.

O documentário é uma obra essencial que dá voz aos indígenas, sem interrupções de narrativas externas. A crítica ressalta que, apesar das violências persistirem, o cinema indígena tem se fortalecido. Projetos como esse devem ser apoiados pela sociedade civil, pois ajudam a preservar a cultura e a história dos povos indígenas, promovendo a reconexão e a resistência.

Folha de São Paulo
Quero ajudar

Leia mais

A importância do diálogo na perda gestacional e o impacto emocional nas crianças
Impacto Social
Clock Icon
4
min
A importância do diálogo na perda gestacional e o impacto emocional nas crianças
News Card

Pais enfrentam a perda gestacional e destacam a importância de conversas abertas com crianças sobre a situação. Especialistas sugerem que o diálogo sensível ajuda na compreensão e no luto familiar.

"Projeto Blues nas Escolas oferece oficinas de música e arte em escolas públicas do Distrito Federal"
Impacto Social
Clock Icon
3
min
"Projeto Blues nas Escolas oferece oficinas de música e arte em escolas públicas do Distrito Federal"
News Card

O projeto Blues nas Escolas inicia em maio de 2025 oficinas de flautas com papel reciclável, gaita e teatro, com a participação da Brazilian Blues Band e professores renomados. A iniciativa visa enriquecer a musicalização nas escolas públicas do Distrito Federal.

"Do Começo ao Fim" une poesia e aventura em espetáculo que encanta todas as idades no Teatro Fashion Mall
Impacto Social
Clock Icon
4
min
"Do Começo ao Fim" une poesia e aventura em espetáculo que encanta todas as idades no Teatro Fashion Mall
News Card

A peça "Do Começo ao Fim", do Coletivo Rasga, será apresentada no Teatro Fashion Mall de 14 de junho a 13 de julho, oferecendo uma experiência poética e lúdica para todas as idades. Com direção de Paula Aguas e Toni Rodrigues, a montagem explora temas como amor e amizade, unindo o Começo e o Fim em um abraço imaginativo. O elenco, composto por artistas do coletivo e um convidado, promete encantar o público com uma narrativa rica em metáforas e musicalidade.

Museu Nacional dos Povos Indígenas passa por avaliação para reabertura após anos de inatividade
Impacto Social
Clock Icon
3
min
Museu Nacional dos Povos Indígenas passa por avaliação para reabertura após anos de inatividade
News Card

A presidente da Funai, Joenia Wapichana, visitou o Museu Nacional dos Povos Indígenas para avaliar sua estrutura e mobilizar apoio para a reabertura, após anos sem novas exposições devido a problemas financeiros e estruturais.

Ambulantes do Complexo Penitenciário da Papuda recebem regulamentação e garantem dignidade ao trabalho
Impacto Social
Clock Icon
3
min
Ambulantes do Complexo Penitenciário da Papuda recebem regulamentação e garantem dignidade ao trabalho
News Card

A Administração Regional do Jardim Botânico regulamentou o trabalho de ambulantes nas imediações do Complexo Penitenciário da Papuda, concedendo 25 autorizações formais. A medida visa promover dignidade e inclusão produtiva para esses trabalhadores, que atendem famílias de detentos há quase 30 anos.

Cresce a preocupação com a saúde mental de crianças e adolescentes em meio à hiperconectividade digital
Impacto Social
Clock Icon
3
min
Cresce a preocupação com a saúde mental de crianças e adolescentes em meio à hiperconectividade digital
News Card

O Movimento Desconecta surge após a morte de crianças em desafios online, propondo adiar o acesso a smartphones e redes sociais para preservar a saúde mental e o desenvolvimento infantil. Especialistas alertam sobre os riscos do uso excessivo de telas.