Impacto Social

Cobertura vacinal no Brasil enfrenta desafios, mas 90% dos médicos defendem a importância das vacinas

A pesquisa do Ipsos revela que 90% dos médicos e 75% da população apoiam a vacinação no Brasil, onde 115 milhões de doses foram aplicadas entre 2022 e 2024, destacando desafios de acesso e adesão.

Atualizado em
June 11, 2025
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ADESÃO: Visão da população: 75% dos entrevistados afirmaram que tomam todas as vacinas recomendadas por médicos e campanhas (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado uma queda significativa na cobertura vacinal, impulsionada pela disseminação de fake news e pela resistência de movimentos antivacina. Essa situação resultou no aumento de doenças que poderiam ser evitadas por meio da imunização. Apesar desse cenário desafiador, uma pesquisa realizada pelo instituto Ipsos revela que a maioria dos médicos e da população ainda apoia a vacinação, indicando que há espaço para reverter essa tendência negativa.

De acordo com a pesquisa, noventa por cento dos médicos e setenta e cinco por cento da população brasileira acreditam na importância das vacinas. Entre 2022 e 2024, foram aplicadas 115 milhões de doses de vacinas oferecidas gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Os dados mostram que as vacinas mais administradas incluem a difteria e tétano adulto, hepatite B e poliomielite, evidenciando a relevância da imunização na saúde pública.

O levantamento também destacou que, entre os médicos entrevistados, 79% acreditam que as vacinas têm um impacto positivo no manejo e tratamento de doenças. No entanto, os profissionais de saúde apontaram desafios significativos, como a dificuldade de acesso a imunizantes e a falta de adesão da população às campanhas de vacinação. A diretora de Saúde da Ipsos, Adriana Ghobril, enfatiza a necessidade de um esforço conjunto entre governo, sociedade e profissionais de saúde para aumentar a proteção da população.

Os dados da pesquisa indicam que a vacina contra a covid-19 teve a maior adesão, com oitenta e cinco por cento da população afirmando ter recebido a imunização. Outras vacinas, como a difteria e tétano, também mostraram alta adesão, mas a pesquisa revela que ainda há um percentual considerável de pessoas que não se vacinam. Isso reforça a importância de campanhas educativas para aumentar a conscientização sobre a relevância das vacinas.

Além disso, a pesquisa identificou que a falta de conhecimento sobre as vacinas de rotina é um dos principais obstáculos enfrentados na adesão à imunização. A conscientização e a educação da população são fundamentais para reverter a queda na cobertura vacinal e garantir que mais pessoas estejam protegidas contra doenças evitáveis.

Em um momento em que a saúde pública é uma prioridade, iniciativas que promovam a vacinação e a educação sobre imunização são essenciais. A união da sociedade civil pode ser um fator crucial para apoiar projetos que visem aumentar a adesão às vacinas e, assim, proteger a saúde de todos. Mobilizar recursos para essas causas pode fazer a diferença na luta contra doenças que podem ser prevenidas.

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