Luciana Batista, CEO da Coca-Cola Brasil, destaca iniciativas de sustentabilidade, como a reposição de água e redução de plástico, alinhando a empresa com a COP-30 e promovendo impacto social na Amazônia.

A Coca-Cola Brasil, sob a liderança de Luciana Batista, tem intensificado suas iniciativas em sustentabilidade, destacando a importância do uso responsável da água e a redução do plástico nas embalagens. Em entrevista, Batista enfatizou que a água é o principal insumo da empresa e que garantir seu uso responsável é uma prioridade. A companhia se compromete a repor mais de 100% da água consumida, investindo em projetos que promovem a recuperação de bacias hidrográficas e técnicas agrícolas que economizam água.
Além disso, a Coca-Cola está alinhada com a iniciativa global World Without Waste, que visa a circularidade e a gestão de resíduos. A empresa tem implementado inovações para reduzir a quantidade de plástico em suas embalagens, como no caso da água Cristal, onde a manuseabilidade das garrafas foi aprimorada. Atualmente, 25% dos produtos da Coca-Cola no Brasil são vendidos em embalagens reutilizáveis, refletindo um compromisso com a sustentabilidade.
Batista também destacou a importância da reciclagem, mencionando a relação histórica da empresa com catadores em todas as regiões do Brasil. A Coca-Cola busca promover políticas de reciclagem que envolvam o governo, empresas e a sociedade civil. No Brasil, a estratégia de tornar as embalagens retornáveis mais atrativas financeiramente tem sido eficaz, incentivando os consumidores a optarem por essas opções.
A empresa se posiciona como uma fornecedora total de bebidas, oferecendo alternativas para consumidores que desejam reduzir o consumo de açúcar, como a versão zero da Coca-Cola e sucos da marca Del Valle. Batista acredita que a realização da COP-30 na Amazônia é uma oportunidade para unir agendas ambientais e sociais, destacando a necessidade de incluir comunidades vulneráveis nas discussões sobre mudanças climáticas.
Com mais de 35 anos de atuação na Amazônia, a Coca-Cola está investindo em capacitação de pessoas para trabalhar durante a COP e em projetos de reciclagem, como a construção de uma fábrica no Pará. Além disso, a empresa está apoiando cozinhas solidárias que alimentarão voluntários durante o evento e continuarão operando após a COP, contribuindo para o combate à fome.
Essas ações demonstram como a Coca-Cola busca deixar um legado positivo, equilibrando suas operações com a responsabilidade social e ambiental. A união em torno de causas como a sustentabilidade e o apoio a comunidades vulneráveis pode ser fundamental para promover mudanças significativas. Iniciativas que envolvem a sociedade civil são essenciais para fortalecer esses projetos e garantir um futuro mais sustentável.

Paulo Alvarenga, CEO da ThyssenKrupp na América do Sul, enfatiza a complexidade da descarbonização industrial e o compromisso da empresa em neutralizar suas emissões até 2045, investindo em hidrogênio verde. A transição energética é crucial para evitar o colapso climático, envolvendo não apenas questões ambientais, mas também econômicas e geopolíticas.

A Corte Internacional de Justiça declarou que acordos climáticos são legalmente obrigatórios, responsabilizando países por não cumprirem metas de emissões. Essa decisão histórica, que surge antes da COP30 no Brasil, estabelece consequências legais para violações climáticas e reforça a conexão entre mudanças climáticas e direitos humanos.

Um estudo recente revela que a extinção em massa do Permiano-Triássico, há 252 milhões de anos, foi exacerbada pela perda de florestas tropicais, resultando em um estado de superestufa por cinco milhões de anos. Essa pesquisa destaca a importância dos biomas tropicais para o equilíbrio climático e alerta sobre os riscos de colapsos ecológicos em resposta a mudanças climáticas rápidas.

Dr. Carlos Nobre introduziu o termo "Trumping Point", referindo-se ao impacto sociopolítico das decisões de Donald Trump na luta contra as mudanças climáticas, destacando a urgência da COP30 no Brasil.

O governo brasileiro realizará em outubro um leilão para contratar baterias, visando reduzir apagões e cortes na geração de energia renovável. Empresas como BYD e Huawei demonstram interesse em investir.

O cerrado brasileiro registrou uma queda de 20% nos alertas de desmatamento, enquanto a Amazônia teve a segunda menor área destruída desde 2015, apesar de um leve aumento. Dados do Deter mostram avanços na proteção ambiental.