Impacto Social

Comitê de Cultura do DF realiza mapeamento para integrar agentes culturais a políticas públicas de fomento

O Comitê de Cultura do Distrito Federal iniciou um mapeamento para identificar agentes culturais e entender sua exclusão de fomento público. A ação visa democratizar o acesso a políticas culturais e reduzir desigualdades.

Atualizado em
August 11, 2025
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Mapeamento busca democratizar o fomento cultural. - (crédito: Foto: Raissa Miah)

O Comitê de Cultura do Distrito Federal iniciou um mapeamento para identificar agentes culturais que atuam na região. O objetivo é compreender as razões pelas quais muitos desses profissionais ainda não acessam os mecanismos de fomento público. Com base nesse diagnóstico, serão propostas soluções formativas, comunicacionais, tecnológicas e institucionais para facilitar o acesso às políticas culturais.

A coordenadora-geral do Comitê, Dayse Hansa, destaca que “a construção de uma base de dados concreta e participativa contribui para a formulação de políticas culturais mais inclusivas, acessíveis e conectadas às realidades locais”. O estudo busca enfrentar barreiras como a falta de registro no Cadastro de Entidades de Apoio à Cultura (CEAC), dificuldades em compreender editais e acessar plataformas digitais.

Dados recentes mostram que, apesar do Distrito Federal ter uma produção cultural significativa, existe uma grande disparidade entre o número de agentes culturais ativos e aqueles formalmente registrados. A pesquisa Panorama da Economia Criativa do DF, realizada pela Fecomércio/DF e pela Universidade Católica de Brasília (UCB), revelou que cerca de noventa mil agentes atuam no setor, mas apenas dezessete mil quatrocentos e trinta e quatro estão cadastrados.

Na Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do DF (SECEC/DF), a lista mais recente, publicada em doze de junho de dois mil e vinte e cinco, mostra quatro mil duzentas e oitenta e três inscrições válidas. Os editais mais relevantes, como o Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e a Lei Aldir Blanc, atraíram apenas uma fração do total de agentes, com cerca de seiscentas e duas mil inscrições, mesmo em períodos de ampla divulgação.

O mapeamento é uma estratégia essencial para identificar os milhares de agentes culturais que não estão nos cadastros oficiais e entender os motivos pelos quais não acessam os editais. A participação no mapeamento pode ser feita através de um formulário online, que visa coletar informações valiosas para a criação de políticas públicas mais efetivas.

Nessa situação, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que busquem democratizar o acesso aos recursos públicos e fomentar a cultura local. Projetos que visem a inclusão e a valorização dos agentes culturais merecem ser estimulados e apoiados por todos nós.

Correio Braziliense
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