A Coopemapi inicia um novo ciclo de exportações com o envio de 20 toneladas de mel silvestre para a Bélgica, parte de um total de 60 toneladas negociadas. A ação fortalece a apicultura e a agricultura familiar no Brasil.

Brasília (DF) - A apicultura brasileira alcançou um novo marco internacional com a exportação de mel silvestre. Na última sexta-feira (23), a Cooperativa dos Apicultores e Agricultores Familiares do Norte de Minas – Mel das Gerais (Coopemapi) enviou sua primeira remessa de 20 toneladas para a Bélgica, parte de um total de 60 toneladas negociadas. Essa ação destaca o potencial da cadeia produtiva do mel no Brasil, promovendo o desenvolvimento regional e fortalecendo a agricultura familiar.
O coordenador geral dos Sistemas Produtivos Inovadores do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Joaquim Carneiro, ressaltou a diversidade de floras da região e a importância da parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). A Coopemapi, com quatrocentos cooperados, movimenta cerca de R$ 7 milhões anualmente e possui selo de identificação geográfica, o que facilita a exportação para países como Estados Unidos, Alemanha e China.
O presidente da Coopemapi, Luciano Fernandes, expressou entusiasmo com a primeira exportação do ano, afirmando que este é o início de um novo ciclo. Ele espera que, até o final de 2023, pelo menos mais dez contêineres sejam enviados. A apicultura e a meliponicultura no Brasil geram mais de 350 mil empregos diretos e indiretos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A Rota do Mel, criada em 2012 pelo MIDR, busca estruturar e fortalecer arranjos produtivos locais em doze estados, abrangendo 370 municípios. A iniciativa promove inclusão produtiva, conservação ambiental e desenvolvimento sustentável, sendo essencial para a agricultura familiar em regiões vulneráveis. Apesar do crescimento recente, a produtividade média do Brasil ainda é inferior aos padrões internacionais, indicando a necessidade de políticas públicas que melhorem a qualificação técnica e o acesso a mercados.
O Brasil se destaca na produção de mel devido à diversidade de flora, que confere características únicas aos produtos. Enquanto a América do Norte utiliza tecnologias avançadas, a Europa investe em automação na indústria apícola. A Ásia, especialmente a China, lidera na produção de geleia real. Nesse cenário competitivo, a apicultura brasileira se apresenta como uma alternativa viável para agricultores familiares, contribuindo para a renda rural e a valorização da biodiversidade.
Luciano Fernandes também enfatizou a importância da Rota do Mel para o sucesso das vendas, destacando que a iniciativa agrega valor ao produto e fortalece a agricultura familiar. O trabalho das abelhas é vital para a polinização de culturas como café e soja. Em situações como essa, a união da sociedade pode impulsionar o crescimento do setor e apoiar iniciativas que promovam o desenvolvimento sustentável e a inclusão social.

O Santuário Cristo Redentor iniciou a entrega de duas toneladas de doações da Campanha do Agasalho, com meta de dez toneladas. A arrecadação ocorre em 13 pontos e três estações do MetrôRio, beneficiando pessoas em vulnerabilidade social.

O projeto Saúde Mais Perto do Cidadão – Restaurando Sorrisos oferece atendimento odontológico gratuito a mulheres em situação de vulnerabilidade em Sobradinho II até 13 de agosto. Com investimento de R$ 8 milhões, a iniciativa já beneficiou 1,7 mil mulheres em outras localidades, promovendo autoestima e dignidade.

Estão abertas as inscrições para o programa Mulheres in Tech, que oferece 60 vagas gratuitas para mulheres refugiadas em Santa Catarina, focando em programação e habilidades socioemocionais. A iniciativa, da ONG Fly Educação em parceria com a ONU Mulheres e outros, visa capacitar mulheres refugiadas e promover sua inclusão no mercado de tecnologia. O curso, com formação socioemocional e científica, inclui aulas remotas, mentorias e auxílio-alimentação. As inscrições vão até 8 de agosto.

A Teia Down Jundiaí, associação sem fins lucrativos, enfrenta dificuldades financeiras que ameaçam seus atendimentos essenciais a pessoas com T21. A falta de apoio público e a queda nas doações podem comprometer o suporte oferecido. Contribuições são fundamentais para garantir a continuidade dos serviços e a dignidade dos assistidos.

A Fundación Casita de Mausi, criada em memória de Carol, já acolheu mais de 18,2 mil pacientes com câncer, oferecendo apoio essencial em hospedagem, alimentação e transporte na Cidade do Panamá. A ONG, que opera há 29 anos, garante dignidade e conforto a quem enfrenta a doença, promovendo eventos de arrecadação para sustentar suas atividades.

O Ministério do Trabalho, sob Luiz Marinho, aumentou convênios com ONGs de R$ 25 milhões para R$ 132 milhões em 2023, com investigações por fraudes em entidades como Unisol e Instituto Brasil Digital.