O Brasil sediará a COP 30 em Belém, em novembro de 2023, em meio a uma crise climática e social, enfrentando desafios para garantir um financiamento climático justo. A meta global de US$ 300 bilhões até 2035 é insuficiente frente à necessidade de US$ 1,3 trilhão dos países do Sul Global.

O Brasil sediará a COP 30 em Belém, no Pará, em novembro de 2023, em um contexto marcado por crises climáticas e sociais. O financiamento climático global é considerado insuficiente, com uma meta de US$ 300 bilhões até 2035, enquanto os países do Sul Global necessitam de US$ 1,3 trilhão. O governo brasileiro enfrenta desafios tanto internos quanto externos para garantir justiça climática, especialmente em um cenário onde as desigualdades estruturais impactam desproporcionalmente as populações mais vulneráveis.
A crise climática exige ações urgentes, mas os interesses do modelo econômico capitalista frequentemente se sobrepõem às soluções necessárias. A análise do racismo ambiental revela que as comunidades mais afetadas não são igualmente responsabilizadas pelos danos ambientais. Essa perspectiva é crucial para desenvolver estratégias eficazes que abordem as desigualdades e promovam a justiça socioambiental.
O resultado da COP 29, realizada em Baku, foi considerado desastroso em termos de financiamento climático justo. A lógica colonialista dos países do Norte em relação ao Sul Global persiste, com uma oferta de financiamento que não atende às necessidades reais. Parte desse financiamento será por meio de empréstimos, o que pode aumentar a dívida externa dos países em desenvolvimento, já vulneráveis.
Como anfitrião da COP 30, o Brasil deve enfrentar desafios significativos. É necessário avançar no diálogo sobre financiamento climático global, ao mesmo tempo em que o arcabouço fiscal interno limita a execução de políticas climáticas. Além disso, há uma expectativa crescente de participação social, especialmente após três COPs em países com restrições à sociedade civil.
A governança climática no Brasil é fragilizada pela destinação insuficiente de recursos públicos para o meio ambiente. O Novo Arcabouço Fiscal impõe um rígido controle dos gastos, resultando em cortes no orçamento destinado a políticas ambientais. Essa escassez de recursos afeta diretamente as populações mais vulneráveis, como comunidades negras, indígenas e quilombolas, que enfrentam maiores dificuldades no acesso a direitos.
O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) defende a necessidade de um financiamento climático público, justo e livre de dívidas externas, com foco no enfrentamento do racismo ambiental. A participação social, a transparência e o respeito aos direitos humanos são fundamentais para garantir que as políticas climáticas atendam às necessidades das populações mais impactadas. Nessa situação, a união da sociedade civil pode ser um fator decisivo para apoiar iniciativas que promovam justiça climática e ajudem os menos favorecidos a se recuperar e prosperar.

A linha de trólebus 408A/10, conhecida como Machadão, em São Paulo, foi substituída por ônibus elétricos movidos a bateria, gerando descontentamento entre moradores e especialistas que defendem sua preservação.

Mulheres da Bahia, lideradas por Florisdete Santos, revitalizam o cultivo da araruta, promovendo saúde e renda em meio à crise climática, resgatando saberes tradicionais e fortalecendo a agricultura familiar.

São Paulo registrou recorde de frio com 13,2ºC na madrugada, e meteorologistas alertam para novas mínimas. A cidade está em estado de atenção, com ações para proteger a população em situação de rua.

A Justiça Federal do Amapá exige que a União, o Incra e a Fundação Palmares apresentem um cronograma para a titulação das terras do quilombo Kulumbú do Patuazinho em 30 dias. A comunidade enfrenta invasões e ameaças devido a planos de exploração de petróleo na região.

O documentário ‘Mãe Terra’, de Betse de Paula, destaca a luta de lideranças indígenas por direitos territoriais e preservação ambiental, com estreia prevista para o segundo semestre de 2024. A produção, que conta com mais de 50 horas de gravação, inclui entrevistas com Sonia Guajajara e Joenia Wapichana, além de retratar a história de figuras como Tuíre Kaiapó. A obra é um chamado urgente para reconhecer a importância das vozes femininas indígenas na proteção da floresta e da humanidade.

Agricultores em Parelheiros e jovens da Bahia se adaptam às mudanças climáticas, enquanto o "déficit de natureza" afeta a saúde de crianças e idosos. A luta por direitos e novas práticas agrícolas se intensifica.