Invasores devastaram o território quilombola de Kulumbu do Patuazinho, no Amapá, destruindo áreas sagradas e árvores, em meio à especulação pela exploração de petróleo na região. A comunidade busca apoio internacional.

O território quilombola de Kulumbu do Patuazinho, localizado no município de Oiapoque, no Amapá, foi invadido no último fim de semana. Moradores relataram a derrubada de árvores com motosserras e a destruição de áreas sagradas, em um cenário de degradação ambiental crescente. Este ataque ocorre em meio ao processo de expansão da exploração de petróleo na Foz do Amazonas, que tem gerado preocupações sobre a segurança e os direitos da comunidade.
A comunidade de Patuazinho possui certificação da Fundação Cultural Palmares desde dois mil e está em processo de titulação junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Apesar disso, as invasões têm se tornado recorrentes, colocando em risco a integridade do território e a cultura local. A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) aponta que a intensificação das invasões está ligada à especulação territorial impulsionada pela exploração petrolífera na região.
Em resposta a essa situação, comunidades quilombolas do Amapá buscaram apoio internacional e recorreram à Corte Interamericana de Direitos Humanos. Na representação, solicitam a suspensão do licenciamento do processo de exploração até que sejam consultadas, destacando a importância de respeitar os direitos territoriais e culturais das comunidades afetadas.
Os moradores de Kulumbu do Patuazinho expressam sua indignação diante da destruição de suas terras e da falta de proteção por parte das autoridades. A situação se agrava com a pressão econômica e a exploração de recursos naturais, que frequentemente desconsideram os direitos das comunidades tradicionais. A luta pela titulação e proteção do território quilombola é fundamental para garantir a preservação da cultura e do modo de vida local.
Além das consequências ambientais, as invasões representam uma ameaça direta à identidade cultural e à sobrevivência da comunidade. A destruição de áreas sagradas e a exploração desenfreada dos recursos naturais comprometem não apenas o meio ambiente, mas também a história e as tradições dos quilombolas. A mobilização social e o apoio de organizações são essenciais para enfrentar esses desafios.
Nessa conjuntura, a união da sociedade civil pode ser um fator decisivo para apoiar as comunidades quilombolas em sua luta por direitos e proteção. Projetos que visem a preservação cultural e ambiental devem ser estimulados, contribuindo para a resistência e fortalecimento das comunidades afetadas. A solidariedade pode fazer a diferença na busca por justiça e reconhecimento.

A COP30 ocorrerá em Belém do Pará, de 10 a 21 de novembro de 2025, destacando a Amazônia e suas desigualdades sociais. A conferência busca promover um desenvolvimento que respeite saberes locais e a biodiversidade.

Líder indígena Adriano Karipuna protestou no TEDxAmazônia contra o genocídio de povos tradicionais, clamando por respeito à diversidade cultural e pela demarcação de terras indígenas. Ele destacou a crescente violência e pediu ações efetivas para proteger os povos originários.

Sebastião Salgado, fotógrafo e ativista ambiental, faleceu aos 81 anos, deixando um legado de esperança e transformação por meio do Instituto Terra, que promove o reflorestamento da Mata Atlântica.

Anitta participou do ritual Kuarup no Alto Xingu, ao lado de Luciano Huck e Bob K, gerando repercussão nas redes sociais sobre a importância da cultura indígena e da preservação ambiental. A cerimônia, que celebra a libertação das almas, destaca o engajamento da artista em causas sociais.

O Banco Mundial firmou uma parceria histórica com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), destinando US$ 2 milhões para bioeconomia e segurança hídrica no Brasil. A doação visa fortalecer projetos estratégicos e promover desenvolvimento sustentável, com foco na redução das desigualdades regionais. Além disso, o Banco Mundial disponibilizará um crédito de US$ 500 milhões para apoiar iniciativas que conectem grandes empresas à agricultura familiar, especialmente no Nordeste, que enfrenta desafios hídricos.

O Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável (FDIRS) agora incorpora critérios ESG em projetos, priorizando sustentabilidade e inclusão social, com o Perímetro Irrigado do Jaíba como primeiro projeto. Essa iniciativa visa transformar a infraestrutura nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, promovendo sinergia entre o setor público e privado para enfrentar desafios climáticos.