A Corte Interamericana de Direitos Humanos determinou que os Estados devem cooperar no combate às mudanças climáticas e regular as emissões corporativas. O parecer, solicitado por Colômbia e Chile, destaca a necessidade de metas ambiciosas e combate ao "greenwashing".

A Corte Interamericana de Direitos Humanos declarou, em parecer consultivo emitido em três de julho de dois mil e vinte e cinco, que os Estados têm a obrigação de cooperar no combate às mudanças climáticas e de não adotar medidas que comprometam as proteções ambientais. O tribunal, que atua em vinte países da América Latina e do Caribe, recebeu a solicitação de Colômbia e Chile para essa análise. O documento enfatiza a necessidade de regular e monitorar as emissões corporativas, especialmente os gases de efeito estufa.
O parecer também destaca que as empresas devem implementar ações eficazes para mitigar as mudanças climáticas. Além disso, os Estados devem desencorajar práticas de "greenwashing" e a influência indevida de corporações nas políticas climáticas. A Corte recomenda que os governos estabeleçam metas de emissões vinculativas, com prazos concretos e baseadas no melhor conhecimento científico disponível, levando em conta suas respectivas contribuições históricas para as emissões.
A cooperação entre os países deve abranger não apenas danos transfronteiriços, mas também a mitigação das emissões e a adaptação às mudanças climáticas. O documento ressalta que é necessário um esforço abrangente para responder à emergência climática. Maria Alejandra Vesga Correa, diretora jurídica da ONG Oil Change International, afirmou que esse parecer é um alerta para governos e indústrias, sinalizando o fim da impunidade em relação aos danos climáticos.
A posição da Corte se insere em um contexto global de litígios climáticos, onde países e indivíduos buscam justiça em tribunais. Recentemente, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos reconheceu que a inação climática viola direitos humanos, enquanto um tribunal sul-coreano criticou a legislação do país por não proteger adequadamente as gerações futuras. Vanuatu também pediu ao principal tribunal da ONU que reconheça os danos causados pelas mudanças climáticas.
O parecer da Corte IDH foi resultado de um processo participativo, com mais de duzentas e sessenta observações escritas e cento e oitenta delegações ouvidas em audiências públicas, realizadas em Barbados e no Brasil. Romina Picolotti, fundadora do Center for Human Rights and the Environment, destacou que os Estados têm o dever de defender os direitos de seus cidadãos, especialmente em eventos como a COP30, que ocorrerá na Amazônia.
Essa decisão da Corte Interamericana é um chamado à ação para que a sociedade civil se mobilize em defesa do meio ambiente e dos direitos humanos. Projetos que visem apoiar iniciativas de proteção ambiental e justiça climática são fundamentais para enfrentar essa crise. A união em torno dessas causas pode fazer a diferença na luta contra as mudanças climáticas e na proteção dos direitos das comunidades afetadas.

Uma expedição do ICMBio ao Arquipélago de Martim Vaz, a 1.200 km de Vitória, revelou mais de 100 espécies de peixes e seis de corais, além de investigar um possível novo peixe em águas profundas. A pesquisa, realizada em 17 dias, destaca a importância da preservação desse ecossistema intocado.

O governo brasileiro lançou a consulta pública do novo Plano Clima, que visa cortar emissões até 2035, mas prevê aumento de até 44% nas emissões do setor de energia, priorizando combustíveis fósseis.

Novo relatório da ONU revela que a seca extrema na Amazônia entre 2023 e 2024 é uma das mais severas já registradas, impactando ecossistemas e comunidades ribeirinhas, além de afetar o comércio global. A estiagem causou a morte de animais e comprometeu o abastecimento de água, evidenciando a urgência de ação diante das mudanças climáticas.

A Yara Fertilizantes, sob a liderança de Chrystel Monthean, firmou parcerias com cooperativas de café no Brasil para reduzir em 40% a pegada de carbono das plantações. A empresa planeja produzir amônia renovável até 2025.

Uma operação do Ibama e Vigiagro apreendeu carcaças de 879 animais no Aeroporto de Guarulhos, provenientes de Doha e Joanesburgo, resultando em multas e processos por tráfico de fauna. A ação revela o uso do aeroporto como rota para contrabando de espécies exóticas, representando riscos à saúde pública.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) aprovou dois projetos de irrigação em Mato Grosso do Sul e Tocantins, com desonerações fiscais significativas. As iniciativas visam aumentar a produção agrícola e promover o uso sustentável da água.