O Senado brasileiro aprovou a renovação da lei de cotas, aumentando a reserva de vagas para pessoas negras de 20% para 30% e incluindo cotas para indígenas e quilombolas. Apesar da mudança, apenas 1,4% dos municípios adotam cotas em concursos públicos.

Desde 2014, a administração pública federal brasileira implementa leis de cotas para aumentar a representatividade racial em concursos públicos. Recentemente, o Senado aprovou a renovação dessa lei, elevando a reserva de vagas de 20% para 30% e incluindo cotas para indígenas e quilombolas, embora sem definir porcentagens específicas. Essa mudança foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 3 de agosto.
Atualmente, apenas 1,4% dos municípios brasileiros, totalizando 76 cidades, adotam cotas para pessoas negras em seus concursos públicos, segundo levantamento da República.org com dados da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso). A nova legislação federal não se aplica a estados ou municípios, que têm autonomia para decidir sobre suas próprias políticas de contratação.
Paula Frias, coordenadora de dados da República.org, observa que, apesar do aumento no número de cidades que implementaram cotas desde 2014, a porcentagem ainda é considerada baixa. Ela explica que a representatividade no funcionalismo público municipal é percebida como equilibrada, com 56,1% de pessoas negras ocupando cargos, mas isso se deve em grande parte à presença significativa de profissionais de ensino, saúde e segurança pública, onde a diversidade é maior.
Embora pessoas negras ocupem cerca de 48% dos cargos de liderança nas prefeituras, a desigualdade salarial persiste. Mulheres negras recebem apenas 72% dos rendimentos de homens brancos no funcionalismo público municipal. Luiz Augusto Campos, professor de sociologia e ciência política no Iesp-Uerj, destaca que as hierarquias nas carreiras públicas são complexas e que as condições de trabalho na administração federal são mais atrativas, resultando em maior pressão por cotas nesse nível.
Clara Marinho, servidora do Ministério do Planejamento e conselheira da República.org, ressalta que o sistema de cotas não é uma solução única para a desigualdade racial, mas busca reduzir injustiças e promover a equiparação de oportunidades. Atualmente, 38,1% dos servidores federais são pessoas negras, e um decreto estabelece reservas por nível de escalão, visando melhorar a representatividade.
A prorrogação da lei de cotas, inicialmente proposta para um prazo de 25 anos, foi reduzida para 10 anos durante a tramitação, segundo o senador Paulo Paim (PT-RS). Essa mudança visa avaliar a eficácia das cotas em promover a igualdade de oportunidades. Em um cenário onde a representatividade é crucial, a união da sociedade pode ser fundamental para apoiar iniciativas que busquem a equidade racial e social.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) promove nesta sexta-feira (30/5) o Dia da Inclusão Digital no Fórum de Ceilândia, oferecendo capacitação gratuita para acesso a serviços online da Justiça. A ação, organizada pela Secretaria de Atendimento ao Jurisdicionado (SEAJ), visa facilitar o uso autônomo das ferramentas digitais, com orientações sobre consulta de processos, uso do sistema PJe, e participação em audiências virtuais. Este evento é o primeiro de três edições programadas para 2025, com próximas datas em Planaltina e Santa Maria.

O governo Lula anunciou que a taxa de alfabetização no Brasil subiu para 59,2% em 2024, apesar de quedas significativas em estados como o Rio Grande do Sul, onde a taxa caiu para 44,7%. O MEC busca alcançar 64% até o final do ano.

Sesi-SP lança o projeto Juventudes AntiMisoginia para combater a violência de gênero nas escolas, promovendo igualdade e conscientização entre estudantes. A iniciativa busca transformar a cultura machista.

Fabiana Karla, atriz e humorista, foi diagnosticada com altas habilidades após incentivo do ator Odilon Wagner, revelando sua superdotação e a importância de apoio para indivíduos com potencial elevado.

Dez categorias profissionais da Saúde buscam que cursos como Nutrição e Fisioterapia sejam exclusivamente presenciais, alegando riscos à formação e à segurança da saúde. O Conselho Nacional de Educação deve revisar as Diretrizes Nacionais Curriculares, com expectativa de mudanças em até dois anos.

A implementação do Programa Escola em Tempo Integral enfrenta desafios no Brasil, com apenas 23% de matrículas, abaixo da meta de 25%. A evasão escolar caiu para 1%, mas 40% das escolas ainda não oferecem essa modalidade.