Saúde e Ciência

Cresce o número de mães brasileiras acima dos 40 anos, mas riscos e desafios aumentam na gestação tardia

Cresce o número de gestações em mulheres acima dos 40 anos no Brasil, com aumento de 59,98% entre 2010 e 2022, segundo o IBGE. Especialistas alertam para riscos e a necessidade de acompanhamento médico rigoroso.

Atualizado em
July 16, 2025
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s: Divulgação/IgesDF

Nos últimos anos, muitas mulheres brasileiras têm optado por adiar a maternidade, priorizando a educação e a carreira. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que, entre 2010 e 2022, o número de mães com mais de 40 anos aumentou em 59,98%. Essa mudança de foco traz à tona a necessidade de um planejamento familiar cuidadoso e acompanhamento médico adequado.

A ginecologista e obstetra Ana Carolina Ramiro, que atua no ambulatório de gestação de alto risco do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), alerta para os riscos associados à gravidez tardia. Após os 40 anos, as chances de concepção natural caem para menos de 5% por ciclo, e os óvulos disponíveis apresentam maior probabilidade de alterações genéticas, aumentando o risco de síndromes como a de Down. Além disso, as taxas de aborto também são mais elevadas.

Ramiro enfatiza que ter um filho após os 40 anos envolve não apenas a gestação, mas também um equilíbrio entre a urgência e a esperança. A gestação tardia pode trazer riscos físicos e emocionais, como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia. Contudo, com o devido acompanhamento médico, muitas mulheres conseguem ter gestações saudáveis. O HRSM, referência em atendimento a gestantes de alto risco, disponibiliza uma equipe multidisciplinar para monitorar essas pacientes de forma rigorosa.

A psicóloga Alane Lima, que também trabalha no HRSM, observa que as gestantes acima de 40 anos frequentemente lidam com uma carga emocional maior. Muitas enfrentam o histórico de perdas gestacionais ou a surpresa de uma gravidez não planejada, o que intensifica a ansiedade e a preocupação. O suporte psicológico é fundamental para ajudar essas mulheres a lidarem com seus medos e fortalecerem o vínculo com o bebê.

Mônica Christiani Ribeiro, internada no HRSM devido a complicações como pressão alta e diabetes, compartilha sua experiência. Com 40 anos e uma gestação não planejada, ela reconhece as diferenças entre ser mãe mais jovem e agora. Embora sinta o peso da idade e as preocupações com a saúde da filha, Mônica valoriza a maturidade que adquiriu, buscando informações e realizando um pré-natal rigoroso.

Essas histórias ressaltam a importância de um suporte adequado para mulheres que optam por ter filhos mais tarde na vida. A união da sociedade pode ser um fator crucial para oferecer apoio a essas gestantes, garantindo que tenham acesso a cuidados médicos e emocionais necessários durante esse período desafiador.

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