A violência armada no Brasil compromete a educação infantil, com estudantes em áreas afetadas apresentando desempenho escolar inferior e altos índices de abandono. O Unicef destaca a urgência de ações coordenadas para garantir direitos e segurança.

A violência armada no Brasil, especialmente em áreas urbanas como o Rio de Janeiro, tem gerado um impacto profundo na infância. Em regiões dominadas por grupos armados, ir à escola se torna um desafio diário. Relatos de crianças que não podem brincar na rua ou que sentem medo ao se deslocar para a aula são comuns e alarmantes. Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e outras instituições revelam que estudantes nessas áreas apresentam um desempenho escolar inferior, com um déficit equivalente a quase seis meses de aprendizagem.
O cenário é ainda mais preocupante quando se observa a permanência escolar. Escolas localizadas em áreas violentas enfrentam taxas elevadas de abandono. Em 2022, foram registrados 4.400 confrontos próximos a escolas no Grande Rio, com 46% desses episódios envolvendo violência aguda. Um exemplo extremo é uma escola em São Gonçalo, que registrou dezoito tiroteios ao longo do ano letivo, uma média de um a cada duas semanas.
O representante do Unicef no Brasil, Youssouf Abdel-Jelil, questiona: até quando a sociedade tolerará que crianças e adolescentes sejam vítimas da violência armada? Ele destaca a necessidade de garantir direitos em um ambiente que impõe medo e limita o acesso à educação. A ideia de que segurança pública e direitos da criança não podem coexistir é contestada, e o Unicef defende uma abordagem que una esforços de segurança e proteção infantil.
Para enfrentar essa realidade, é essencial um controle efetivo do território armado, que compromete o acesso à educação e perpetua desigualdades. A resposta deve envolver uma atuação coordenada entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de um desmantelamento das redes que sustentam a violência. A criação de uma governança colaborativa, integrando educação, saúde, segurança e assistência social, é urgente.
Além disso, é fundamental fortalecer os mecanismos de responsabilização e controle do uso da força pela polícia. Dados alarmantes indicam que quase uma em cada cinco crianças e adolescentes mortos no Brasil são vítimas de ações policiais. A escola deve ser um espaço seguro, onde a violência é identificada e combatida, garantindo acesso e permanência para todos os alunos, especialmente nas áreas mais vulneráveis.
O Unicef reafirma seu compromisso de contribuir para a mudança desse cenário. Criar oportunidades de aprendizado e um ambiente seguro é vital para romper ciclos de exclusão e facilitar a transição para o mercado de trabalho. Em situações como essa, a união da sociedade civil pode fazer a diferença, promovendo iniciativas que ajudem a proteger e apoiar as crianças e adolescentes afetados pela violência armada.

Médicos oftalmologistas voluntários atenderam 250 moradores de rua em Salvador, doando 188 pares de óculos e encaminhando casos complexos para clínicas do SUS. A ação faz parte da iniciativa Pop Rua Jud do CNJ.

A série "Pssica", recém-lançada na Netflix, aborda o tráfico sexual de menores no Pará, sob a direção de Quico Meirelles, com um elenco talentoso e produção visual marcante.

O Hospital da Criança de Brasília lançou a campanha “Lesões de pele em pediatria”, promovendo jogos interativos e estandes educativos para engajar equipes na prevenção e tratamento de lesões cutâneas. A iniciativa inclui mascotes que simbolizam prevenção e tratamento, além de palestras de especialistas.

A Leapy, edtech fundada em 2022, captou R$ 12 milhões para expandir seu modelo de formação de jovens aprendizes, alcançando uma taxa de efetivação de 48%. A meta é impactar 15 mil jovens até 2026.

Ação de acolhimento em Taguatinga oferece serviços e auxílio a pessoas em situação de rua. O Governo do Distrito Federal, em parceria com diversas secretarias e órgãos, inicia uma ação de assistência social com serviços de saúde, educação e um auxílio financeiro de R$ 600. Além disso, serão disponibilizadas vagas em abrigos e programas de qualificação profissional. A iniciativa inclui a desmontagem de estruturas ocupadas, com transporte dos pertences dos assistidos.

Quatrocentos trabalhadores atuam na construção do Ramal do Salgado, com 10% de progresso. A obra, parte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, beneficiará 5 milhões de pessoas no Ceará.