O Curupira, protetor das florestas, foi escolhido como mascote da COP30 em Belém, gerando críticas de Nikolas Ferreira. O governo busca recursos para combater incêndios após recordes de queimadas em 2022.

O Curupira foi anunciado como o mascote oficial da COP30, que ocorrerá em Belém, no Pará, em novembro. Essa figura mítica do folclore brasileiro é reconhecida como protetora das florestas e dos animais, destacando-se por seus cabelos vermelhos, que simbolizam o fogo, e pelos pés virados para trás, que servem para despistar seus rastros. A escolha do Curupira gerou críticas, especialmente do deputado federal Nikolas Ferreira, que ironizou a decisão em suas redes sociais.
Ferreira, conhecido por sua oposição às políticas ambientais do governo, comentou que o Curupira "anda para trás e pega fogo". No entanto, segundo a lenda, os pés do Curupira não o fazem andar para trás, mas sim ocultam suas pegadas, criando um caminho diferente. O Curupira também possui a habilidade de se transformar em "fogo-vivo" para proteger as florestas de caçadores e ameaças.
A escolha do Curupira como mascote reflete uma tentativa do governo brasileiro de se conectar com os povos tradicionais, especialmente em um evento que é chamado de "COP das Florestas". Em 2022, o Brasil enfrentou um recorde de queimadas, com trinta milhões de hectares afetados, mas neste ano, os números têm mostrado uma queda significativa, conforme reportado por O GLOBO.
Para combater os incêndios, o governo federal lançou o Projeto Manejo Integrado do Fogo, que visa aprimorar a estrutura dos Corpos de Bombeiros e brigadas no Cerrado e no Pantanal. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) informou que as queimadas nos últimos anos causaram grandes catástrofes ambientais, exigindo ações mais eficazes.
Em 2022, o Brasil registrou um aumento de sessenta e dois por cento nas queimadas em relação à média histórica desde mil novecentos e oitenta e cinco. No entanto, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que o primeiro semestre de 2025 teve uma redução de quarenta e seis por cento no número de focos de incêndio em comparação ao mesmo período do ano anterior.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou os esforços do governo no combate às queimadas, lembrando que o orçamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi cortado pelo Congresso, que também reduziu os recursos solicitados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Em tempos de crise ambiental, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem a proteção das florestas e a preservação do meio ambiente.

Cristian Morales, da OPAS/OMS, destacou na Conferência Global sobre Clima e Saúde em Brasília os riscos da crise climática à saúde, com 44 milhões na América Latina ameaçados pela pobreza extrema. O Brasil anunciou o Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima do Setor Saúde e o Programa Brasil Saudável.

O Parque Nacional da Tijuca celebra 64 anos com uma programação diversificada, incluindo Banho de Floresta e trilhas para crianças, promovendo a conexão com a natureza e a educação ambiental. A celebração contará com atividades gratuitas, exposições e uma cerimônia de aniversário com premiação.

A COP30, conferência da ONU sobre clima, ocorrerá em Belém, mas negociadores de 25 países pedem mudança de local devido aos altos preços de hospedagem, ameaçando a participação de nações menos desenvolvidas.

A partir de 5 de agosto, inicia a liberação de água do Rio São Francisco para o Rio Grande do Norte, com um total de 46,3 milhões de m³ em 132 dias, beneficiando o semiárido. O ministro Waldez Góes destaca a importância dessa ação para a segurança hídrica da região.

Empresas como Solar Coca-Cola, Thales e Alelo estão promovendo iniciativas inovadoras para a reciclagem e sustentabilidade, visando reduzir resíduos plásticos e fomentar a economia circular até 2030.

ICMBio e Funai firmaram acordo permitindo a presença da comunidade Guarani Mbya na Reserva Biológica Bom Jesus, gerando protestos de 68 entidades e 48 personalidades contra a flexibilização de proteções ambientais.