A Defensoria Pública do Amazonas busca ação federal para resolver a poluição no Rio Javarizinho, causada pelo lixão em Islândia, Peru, que afeta Benjamin Constant. A proposta inclui parceria com o Peru para destinação adequada dos resíduos.

A Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) está em diálogo com o Município de Benjamin Constant sobre a possibilidade de o governo do Peru contratar uma balsa para armazenar resíduos do lixão fluvial localizado em Islândia, Peru. Essa situação gera um impasse na tríplice fronteira com o Brasil e a Colômbia. A poluição no Rio Javarizinho, resultante do descarte inadequado de lixo no vilarejo peruano, levou a DPE-AM a exigir uma maior intervenção federal para enfrentar a crise ambiental.
Recentemente, a defensoria enviou ofícios aos ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Marina Silva, do Meio Ambiente, além de um documento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O lixão de Islândia ocupa uma área de aproximadamente 4,8 mil metros quadrados e contém cerca de 8.640 toneladas de lixo, sendo que 90% desse material fica submerso durante a cheia. Os ofícios destacam que a situação contamina as águas do Rio Javari, afetando a saúde de animais e humanos, incluindo comunidades indígenas.
Benjamin Constant, com cerca de 45 mil habitantes, é a cidade mais impactada por essa crise ambiental, já que suas águas são afetadas pelo lixo que flui do Peru. O defensor público Rafael Barbosa ressaltou que a complexidade do problema, envolvendo duas nações e rios considerados bens federais, dificulta a busca por soluções. Ele enfatizou que a questão persiste há décadas, causando adoecimento de pessoas e ecossistemas.
A prefeitura de Benjamin Constant informou que o lixão ao ar livre existe há cerca de 20 anos, mas não possui capacidade para receber resíduos de Islândia. O acesso ao lixão é feito apenas por barco, e o material descartado é retido por redes de pesca e troncos. Maurilio Casas Maia, coordenador do Grupo de Articulação e Atuação Estratégica para Acesso à Justiça dos Grupos Vulneráveis e Vulnerabilizados (Gaegruv), afirmou que a Defensoria tomou conhecimento da crise após a repercussão na imprensa local.
O defensor Renan Nóbrega de Queiroz, que atua em Benjamin Constant, alertou para os riscos ambientais e sanitários enfrentados pela população. Ele destacou que a liberação de substâncias tóxicas do lixão pode comprometer o abastecimento de água e a cadeia alimentar, aumentando a proliferação de doenças. Queiroz pediu uma parceria com as autoridades peruanas para a destinação adequada dos resíduos.
O Itamaraty informou que o Ministério do Meio Ambiente é o responsável por tratar do assunto. O ministério já abordou a situação com autoridades peruanas em uma reunião do Grupo de Cooperação Ambiental Fronteiriça (Gcaf). A proposta brasileira inclui a destinação compartilhada dos resíduos de Islândia, visando mitigar os impactos à população local. A cooperação entre Brasil e Peru busca promover a gestão sustentável de resíduos e proteger os recursos hídricos da região, e a sociedade civil pode desempenhar um papel crucial em apoiar iniciativas que visem a melhoria da qualidade de vida das comunidades afetadas.

Corais-cérebro na ilha do Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes retêm anualmente 20 toneladas de carbono, desafiando a noção de crescimento limitado em corais subtropicais. O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), revela que a taxa de crescimento dos corais é comparável à de recifes tropicais, destacando seu papel crucial na captura de carbono e na mitigação das emissões de gases do efeito estufa.

Investigação da Earthsight revela que couro bovino de áreas desmatadas no Pará é utilizado por marcas de luxo na Itália, levantando preocupações sobre ética e sustentabilidade na moda. A COP-30, que ocorrerá em novembro, destaca a urgência do tema.

A Raiar Orgânicos implementou a sexagem embrionária de ovos para descartar machos antes do nascimento, visando o bem-estar animal e aumentando a produção de ovos orgânicos. A tecnologia, importada da Alemanha, processa seis mil ovos por hora e pode salvar até 200 mil pintinhos do abate este ano.

A população afrodescendente foi reconhecida pela primeira vez em documentos da convenção do clima da ONU, destacando suas vulnerabilidades nas negociações sobre transição justa. O Brasil e outros países da América Latina pressionaram por essa inclusão, que representa um avanço significativo nas discussões sobre justiça social e direitos humanos.

A partir de 5 de agosto, inicia a liberação de água do Rio São Francisco para o Rio Grande do Norte, com um total de 46,3 milhões de m³ em 132 dias, beneficiando o semiárido. O ministro Waldez Góes destaca a importância dessa ação para a segurança hídrica da região.

Estudo do Boston Consulting Group aponta que o Brasil pode se tornar líder global em metais de baixo carbono, atraindo até US$ 3 trilhões em investimentos até 2050 e reduzindo emissões na indústria.