Novas diretrizes clínicas abordam o tratamento de diabetes em gestantes, destacando a importância dos cuidados pré-concepcionais para evitar desfechos negativos. A Dra. Jennifer A. Wyckoff enfatiza que a avaliação da intenção de engravidar deve ser rotina nas consultas médicas.

Recentemente, novas diretrizes clínicas foram apresentadas para o tratamento de mulheres com diabetes tipo 1 e tipo 2, abrangendo desde a pré-concepção até o pós-parto. O documento, intitulado “Preexisting Diabetes and Pregnancy: An Endocrine Society and European Society of Endocrinology Joint Clinical Practice Guideline”, foi divulgado em 13 de julho de 2025, durante a conferência ENDO 2025, e publicado no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism. As diretrizes enfatizam a importância dos cuidados pré-concepcionais para reduzir desfechos gestacionais negativos.
A Dra. Jennifer A. Wyckoff, chefe de redação das diretrizes, destacou que a falta de cuidados pré-concepcionais é um dos principais focos do documento. Estudos demonstram que um bom tratamento pré-concepcional pode reduzir em até setenta e um por cento os casos de malformações congênitas e diminuir o risco de morte perinatal. As diretrizes incluem dez recomendações que abordam a intenção de engravidar em todas as consultas médicas e a necessidade de monitoramento contínuo da glicose.
As recomendações sugerem que mulheres com diabetes que desejam engravidar sejam questionadas sobre sua intenção em todas as consultas, incluindo atendimentos de emergência. Para aquelas que não desejam engravidar, o uso de métodos contraceptivos é recomendado. Além disso, para pacientes com diabetes tipo 2, a interrupção do uso de agonistas do peptídeo 1 glucagonoide (GLP-1) deve ocorrer antes da concepção, com atenção ao controle glicêmico ativo.
As diretrizes também abordam a nutrição, indicando que não há evidências suficientes para determinar a quantidade ideal de carboidratos a ser consumida diariamente. A Dra. Jennifer explicou que tanto a ingestão excessiva quanto a insuficiente podem ser prejudiciais. Para o monitoramento da glicose, sugere-se o uso de monitoramento contínuo ou por punção digital, sem uma recomendação forte para um método específico.
Para gestantes com diabetes tipo 1, recomenda-se o uso de sistemas híbridos de administração de insulina, ao invés de métodos separados. As diretrizes também sugerem o parto precoce, baseado na avaliação de risco, após 38 semanas de gestação, para evitar complicações. O acompanhamento do quadro endócrino no pós-parto é enfatizado, já que muitas mulheres apresentam piora no tratamento nesse período.
Essas novas diretrizes representam um avanço significativo na abordagem do diabetes durante a gestação. A mobilização da sociedade civil pode ser crucial para apoiar iniciativas que promovam a saúde de mulheres com diabetes, garantindo que tenham acesso a cuidados adequados e informações necessárias para uma gestação saudável.

O Sistema Único de Saúde (SUS) lançará em agosto o programa "Agora Tem Especialistas", permitindo atendimento em unidades particulares com R$ 750 milhões em dívidas das operadoras. A iniciativa visa reduzir filas e melhorar o acesso a serviços médicos essenciais.

No Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, oferecendo testagem e vacinação. Ações visam grupos vulneráveis e destacam a gravidade das hepatites A e B, além da necessidade de rastreio durante a gestação.

A doença de Alzheimer, que afeta 60% dos casos de demência no Brasil, tem novos tratamentos promissores, como donanemab e lecanemab, além de um spray nasal em desenvolvimento para combater a proteína tau.

Após 15 anos de tentativas e três perdas gestacionais, a advogada Luciana de Campos, de Campinas, conseguiu engravidar na terceira fertilização in vitro, dando à luz a filha Aisha. Ela destaca a importância de discutir a infertilidade, um tabu que afeta muitas mulheres em silêncio.

O SUS iniciou as infusões do Zolgensma, terapia gênica para AME, em crianças com menos de seis meses, após acordo com a Novartis. Brasil é o sexto país a oferecer essa opção no sistema público. O medicamento, que custa R$ 7 milhões por dose, será administrado a crianças com AME tipo 1, sem ventilação mecânica invasiva. O pagamento é vinculado ao sucesso do tratamento, com acompanhamento por cinco anos.

Câncer é uma das principais causas de morte global, com mais de 10 milhões de óbitos anuais. Tipos silenciosos, como os de esôfago, pâncreas e ovário, exigem atenção a sintomas iniciais e exames regulares.