Disputas no Congresso sobre a área do Cristo Redentor envolvem a Igreja Católica e o governo federal, levantando preocupações sobre a preservação ambiental do Parque Nacional da Tijuca. Três projetos de lei buscam transferir a gestão da área para a Mitra Arquiepiscopal e a Prefeitura do Rio, o que pode comprometer a conservação do patrimônio ambiental e cultural.

Uma disputa no Congresso Nacional envolve a área do Cristo Redentor, localizada no Parque Nacional da Tijuca, entre a Igreja Católica e o governo federal. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) expressou preocupações sobre a preservação ambiental do parque, que é o mais visitado do Brasil. Três projetos de lei estão em tramitação, propondo a exclusão da estátua dos limites do parque e transferindo a gestão da área para a Mitra Arquiepiscopal e a Prefeitura do Rio de Janeiro.
Os projetos, que têm apoio de políticos de diferentes partidos, visam facilitar a administração do entorno do monumento. O Santuário Cristo Redentor, que realiza missas na capela sob a estátua, afirmou não ter relação com as propostas, mas reconheceu que elas refletem preocupações legítimas sobre a governança da área. O presidente do ICMBio, Mauro Pires, criticou as propostas, afirmando que representam um retrocesso ambiental e prejudicam o patrimônio público brasileiro.
Um dos projetos exclui a estátua do parque, enquanto outro transfere a administração do entorno para a Mitra Arquiepiscopal. Uma terceira proposta visa transferir a gestão de toda a unidade de conservação para a Prefeitura do Rio. Pires defende a integridade do parque, ressaltando seu papel na conservação ambiental, cultural e espiritual. A chefe da unidade de conservação, Viviane Lasmar, também expressou preocupações sobre a perda de controle sobre a área e os impactos que isso pode ter na fauna local.
Recentemente, o reitor do santuário, padre Omar Raposo, se encontrou com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para discutir a remoção da área do Cristo do parque. O padre destacou a importância da união entre os poderes para resolver a questão. O ICMBio, por sua vez, tem se esforçado para garantir a preservação da biodiversidade no parque, que é um dos biomas mais ameaçados do Brasil.
As propostas de alteração na gestão da área do Cristo Redentor têm gerado debates acalorados. O senador Carlos Portinho, um dos autores de um dos projetos, argumenta que a mudança permitirá maior liberdade para a Mitra administrar o complexo. No entanto, críticos temem que isso possa abrir espaço para interesses privados e comerciais, comprometendo o acesso público e a conservação ambiental.
Com a tramitação desses projetos, a sociedade civil é chamada a se mobilizar em defesa da preservação do Parque Nacional da Tijuca e do patrimônio cultural que o Cristo Redentor representa. A união em torno de causas que visam proteger o meio ambiente e a cultura pode fazer a diferença na luta por um futuro mais sustentável e justo para todos.

O Ministério Público Federal (MPF) protocolou ação civil pública para impedir a expansão de beach clubs nas praias de Ipanema e Leblon, exigindo demolição de estruturas irregulares. A prefeitura também impôs novas regras de uso da orla.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou partes de um projeto que alterava a legislação ambiental, mas manteve a Licença Ambiental Especial (LAE), criticada por fragilizar o licenciamento. O Observatório do Clima alerta que a LAE pode gerar judicialização e recomenda sua rejeição.

O Brasil registra um aumento de 50% nas buscas por "unidade de conservação" e 25,5 milhões de visitas a parques nacionais em 2024, destacando a conexão crescente com a biodiversidade. O Parque Estadual da Cantareira lidera as pesquisas, refletindo o interesse em ecoturismo e conservação ambiental.

Ubatuba, a cidade mais vulnerável às mudanças climáticas em São Paulo, lançou um Plano Municipal de Adaptação e Resiliência, visando mitigar riscos como deslizamentos e enchentes. A iniciativa busca melhorar a qualidade de vida local.

Pesquisadores da USP e UnB descobriram que um diterpeno do própolis da abelha mandaçaia elimina até 100% das larvas do Aedes aegypti, oferecendo uma alternativa natural aos inseticidas. Essa descoberta é crucial no combate à dengue, que já causou mais de 6 mil mortes no Brasil em 2024.

Canal do Sertão Alagoano avança com 120 quilômetros entregues, trazendo água do Rio São Francisco e transformando a vida de um milhão de pessoas em Alagoas, após anos de seca severa.