Estudantes com autismo nível um enfrentam dificuldades para garantir cotas em universidades federais, levando a ações judiciais por falta de diretrizes claras. A ausência de critérios unificados gera conflitos e insegurança.

Estudantes diagnosticados com autismo nível um, o mais leve de uma escala que vai até três, enfrentam dificuldades para garantir cotas em universidades federais. Recentemente, dois alunos recorreram à Justiça após terem suas matrículas negadas, com as instituições alegando que não se enquadravam na Lei de Cotas, que estabelece regras para reservas de vagas. Organizações que promovem os direitos de pessoas com autismo relatam que casos semelhantes ocorrem em diversas regiões do Brasil.
Júlia Porto Alvarenga, aprovada em Ciências da Computação na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), teve seu diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) contestado. A junta médica da universidade alegou que ela apresentava transtorno de ansiedade social, negando a matrícula pela cota para pessoas com deficiência. Davi Ramon da Silva, aprovado em Medicina na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), também enfrentou dificuldades, mas conseguiu se matricular após obter uma ordem judicial provisória.
A UFES afirmou que segue a legislação vigente, adotando perícia médica em vez de uma banca psicossocial, devido à falta de um instrumento nacional unificado para avaliação. A universidade aceita laudos particulares apenas como indício, mas não como comprovação isolada de deficiência. A UFAL não se manifestou até o fechamento desta reportagem. Especialistas apontam a menor visibilidade do autismo de nível um e a ausência de diretrizes nacionais como fatores que contribuem para esses conflitos.
A ausência de uma norma de avaliação biopsicossocial, prevista na Lei Brasileira de Inclusão, dificulta o trabalho das bancas que avaliam candidatos a cotas. Cada universidade define seus próprios critérios, o que gera inconsistências. A pesquisadora Laura Ceretta, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), destaca que o modelo biopsicossocial é o mais adequado para avaliar as limitações de autistas de nível um, que muitas vezes não apresentam dificuldades visíveis.
Júlia, que descobriu seu diagnóstico em 2023, teve seu laudo contestado pela junta médica da UFES, que alegou que ela mantinha relações sociais. Após recorrer à Justiça, uma juíza determinou a matrícula, mas a universidade recorreu e a decisão foi revertida. Davi, por sua vez, teve sua matrícula negada mesmo apresentando laudos que indicavam dificuldades significativas. A Justiça reconheceu o TEA como deficiência, mas a universidade não identificou barreiras que justificassem a cota.
A secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Anna Paula Feminella, reconhece os entraves nas avaliações e a necessidade de padronização. O Ministério dos Direitos Humanos está desenvolvendo um indicador para unificar as avaliações, enquanto o Ministério da Educação finaliza uma parceria para capacitar profissionais nas universidades. Em situações como essas, a união da sociedade pode fazer a diferença, apoiando iniciativas que promovam a inclusão e o acesso à educação para todos.

Gabriella Di Grecco, atriz de produções da Disney, critica a invisibilidade da cultura do Centro-Oeste no audiovisual brasileiro e pede por narrativas mais inclusivas e complexas. Ela destaca que a região é frequentemente estereotipada e marginalizada, clamando por representatividade real e valorização de suas ricas tradições culturais.

Pai Olavo é o primeiro Líṣà Ògbóni do Brasil, coroado por líderes da tradição iorubá, fortalecendo a conexão cultural e espiritual entre o Brasil e a ancestralidade africana. Ele destaca a importância da preservação das tradições afro-brasileiras e atua em projetos de formação e acolhimento emocional.

A Aneel deve aprovar mudanças na tarifa social de energia elétrica, com desconto integral para consumo de até 80 kWh/mês e novos benefícios para famílias com renda entre meio e um salário mínimo. As alterações visam ampliar o acesso a descontos e aliviar a conta de luz para consumidores de baixa renda, com implementação prevista para julho.

Levantamento aponta que escolas públicas estaduais em São Paulo têm até 27 vezes mais desordem que as particulares, afetando saúde e segurança dos adolescentes. O estudo revela desigualdade alarmante na infraestrutura escolar.

A Santa Casa de Porto Alegre anuncia a construção de um Centro de Cardiologia de Alto Desempenho, com investimento de R$ 6,5 milhões de Irineu Boff, previsto para 2026. O projeto visa modernizar o atendimento cardiovascular e promover avanços significativos na saúde dos pacientes.

O Instituto Update revelou um mapeamento de 207 projetos que promovem a representatividade política de mulheres, negros, indígenas e LGBTQIA+ na América Latina, com destaque para a ausência de vínculos partidários. A pesquisa, realizada em parceria com a Better Politics Foundation, abrangeu cinco países e mostrou que 87% das iniciativas têm mulheres em suas lideranças. Tânia Ramírez, do Instituto Update, questiona a capacidade dos partidos políticos em representar a diversidade da sociedade, evidenciando a força da sociedade civil na renovação política.