Impacto Social

Estudo global revela 308 genes associados à depressão e avança na personalização de tratamentos

Estudo global inédito revela 308 genes e 697 variações genéticas ligadas à depressão, com 25% dos dados de populações não europeias, incluindo brasileiros, ampliando a compreensão do transtorno. Pesquisadores de Edimburgo e King’s College London analisaram dados de mais de 5 milhões de pessoas em 29 países, destacando a importância de fatores ambientais na prevenção da doença.

Atualizado em
June 29, 2025
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Um estudo global inédito, considerado o mais abrangente sobre depressão, revelou importantes avanços na compreensão das origens desse transtorno. A pesquisa, publicada na revista Cell e liderada por especialistas das universidades de Edimburgo e King’s College London, analisou dados de saúde e genéticos de mais de cinco milhões de pessoas em 29 países, incluindo o Brasil. Os cientistas identificaram 308 genes e 697 variações genéticas associadas à depressão, sendo que quase 300 dessas alterações nunca haviam sido descritas anteriormente.

As variações genéticas estão ligadas a áreas do cérebro que controlam as emoções. Diferente de estudos anteriores que focavam em populações europeias, este levantamento teve uma abordagem mais inclusiva, com cerca de 25% dos participantes de origem não europeia, incluindo voluntários da África, Ásia, América Latina e Sul da Ásia. No Brasil, os dados foram coletados de dois mil e quinhentos jovens de São Paulo e Porto Alegre, acompanhados desde dois mil e nove, aumentando a representatividade regional da análise.

Os pesquisadores ressaltam que a predisposição genética não garante que uma pessoa desenvolverá depressão. Estudos anteriores indicam que a genética representa cerca de 37% do risco, enquanto fatores como traumas, pobreza, estresse crônico e desigualdade social são considerados os principais gatilhos para o desenvolvimento do transtorno. Essa nova pesquisa reforça a importância de considerar tanto os aspectos genéticos quanto os ambientais na prevenção e tratamento da depressão.

A partir das descobertas, os cientistas começaram a investigar como os genes identificados interagem com medicamentos já existentes. Entre mais de mil e seiscentos remédios avaliados, a pregabalina, um analgésico, e o modafinil, utilizado para distúrbios do sono, mostraram efeitos em genes relacionados à depressão. Embora esses usos alternativos sejam promissores, precisam ser confirmados por estudos clínicos futuros.

O avanço na pesquisa também destaca o potencial para o desenvolvimento de tratamentos personalizados, levando em conta o perfil genético de cada indivíduo. Isso pode tornar as abordagens terapêuticas mais eficazes no futuro. Contudo, os especialistas alertam que a prevenção da depressão vai além do uso de medicamentos. É essencial investir em saúde mental, criar redes de apoio e melhorar as condições de vida para reduzir o estresse e promover o bem-estar emocional.

Nessa situação, nossa união pode ajudar os menos favorecidos a encontrar apoio e recursos necessários para enfrentar os desafios da saúde mental. Projetos que visam promover a saúde mental e o bem-estar social devem ser estimulados pela sociedade civil, garantindo que todos tenham acesso a cuidados adequados e suporte emocional.

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