Estudo revela que hábitos como atividade física, sono adequado e saúde mental são mais determinantes para um envelhecimento saudável do que a genética. Eric Topol destaca cinco estratégias essenciais para prolongar a vida saudável.

Cerca de duas décadas atrás, pesquisadores da Califórnia identificaram um fenômeno intrigante: enquanto a maioria dos idosos apresenta pelo menos duas doenças crônicas, alguns chegam aos oitenta anos sem problemas significativos de saúde. Inicialmente, os cientistas acreditavam que a genética poderia ser a chave para esse envelhecimento saudável. No entanto, ao sequenciarem os genomas de mil e quatrocentos idosos do grupo denominado “Wellderly”, descobriram que não havia diferenças significativas em relação a seus pares. Esses indivíduos se destacavam por serem mais ativos, sociáveis e, em geral, mais instruídos.
Eric Topol, cardiologista e fundador do Scripps Research Translational Institute, afirma que a descoberta de que os genes não são determinantes para um envelhecimento saudável é “libertadora”. Ele sugere que isso implica que “praticamente todos nós podemos fazer melhor” para retardar o surgimento de doenças. Em seu livro mais recente, Super Agers: An Evidence-Based Approach to Longevity, Topol explora como hábitos de vida impactam o envelhecimento.
Topol destaca que a atividade física regular é um dos principais fatores para uma vida mais longa. Estudos demonstram que a prática de exercícios reduz o risco de câncer, diabetes e mortalidade geral. Surpreendentemente, uma meta-análise revelou que apenas uma hora de treinamento de força por semana pode diminuir o risco de mortalidade em até 25%. Além disso, o treinamento de força está associado a um sono melhor e à saúde mental aprimorada.
O sono adequado também é essencial para um envelhecimento saudável. Topol observa que a falta de sono profundo pode aumentar o risco de demência. Ele mesmo implementou mudanças em sua rotina, aumentando seu sono profundo de quinze minutos para quase uma hora por noite. A pesquisa sugere que mudanças no estilo de vida são mais eficazes do que medicamentos para melhorar a qualidade do sono.
Gerenciar o estresse e cuidar da saúde mental são igualmente importantes. Topol recomenda passar tempo ao ar livre, pois estudos mostram que isso pode reduzir taxas de depressão e pressão alta. Além disso, a vida social ativa está ligada a um menor risco de mortalidade. Os idosos do grupo Wellderly, por exemplo, costumam ter vidas sociais ricas, o que contribui para sua saúde.
Embora existam testes de idade biológica que prometem medir a saúde, Topol não recomenda os disponíveis atualmente devido ao seu alto custo e precisão incerta. Ele acredita que, à medida que novos testes se tornem mais acessíveis, poderão ajudar a entender melhor os riscos individuais. Em um cenário onde a saúde e o bem-estar são prioridades, iniciativas que promovam a saúde e o envelhecimento ativo são fundamentais. Nossa união pode ajudar a fortalecer projetos que visem a melhoria da qualidade de vida na terceira idade.

Mais de 163 mil jovens de 10 a 14 anos foram vacinados contra a dengue no Distrito Federal, mas a cobertura ainda é baixa, com 59,7% para a primeira dose e 29,5% para a segunda. A vacina, disponível no SUS, é crucial para combater a doença.

Estudo do Blis Data revela que 60% dos 25 mil participantes buscam cannabis medicinal para tratar estresse crônico, com alta incidência de crises de pânico e insônia, especialmente entre homens de 40 anos.

O Dia Mundial do Lúpus, em 10 de maio, busca conscientizar sobre a doença autoimune que afeta principalmente mulheres jovens, destacando a importância do diagnóstico precoce e do uso de hidroxicloroquina.

Tim Andrews, paciente com doença renal terminal, recebeu um rim de porco geneticamente modificado, resultando em recuperação surpreendente e renovação de esperança. A xenotransplantação pode ser um marco médico.

O Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) lançou uma campanha de vacinação contra a influenza, disponível para todos a partir de seis meses. A vacinação ocorre de segunda a sexta-feira, enquanto houver doses. É necessário apresentar documento de identificação e cartão de vacinação. A campanha visa proteger especialmente crianças e idosos, que são mais vulneráveis à doença.

Neste sábado (10), o Governo de São Paulo promove o "Dia D" de vacinação contra a gripe, visando imunizar 19,3 milhões de pessoas em grupos prioritários e alcançar 90% de cobertura vacinal. A campanha, que já começou em março, é crucial para proteger os mais vulneráveis, como crianças, gestantes e idosos, especialmente devido às frequentes mutações do vírus.